O Morro dos Ventos Uivantes é mais um dos clássicos que estavam na minha lista e na da Abril Coleções. A história começa quando o Sr. Lockwood, novo inquilino da propriedade de Thuscross Grange, resolve fazer uma visita de cortesia ao seu senhorio, Heathcliff, em Wuthering Heights. Devido a uma nevasca intensa, ele se vê obrigado a pernoitar na casa do seu senhorio, onde é extremamente destratado e tem um pesadelo muito estranho.
Ao voltar para casa, pergunta a então empregada Nelly Dean a história do estranho conjunto de pessoas que se encontrava em Wuthering Heights: o senhorio, seu sobrinho e sua nora. Nelly narra a história de duas famílias e suas duas propriedades: os Earnshaw, que moravam em Wuthering Heights, e os Linton, que moravam em Thuscross Grange.
Tudo começou quando o patrono da família Earnshaw em uma viagem de negócios a Liverpool encontra um menino abandonado, sem nome e sem passado, e resolve adotá-lo, abalando completamente a estrutura de uma família burguesa clássica. Recebe o nome de Heathcliff, filho dos Earnshaws que morrera ainda criança.
Desde o princípio, o menino Heathcliff, sempre calado e sisudo, foi destratado pelo "irmão" Earnshaw e adorado pelo "pai" e pela "irmã" Catherine. Catherine e Heathcliff viram amigos inseparáveis e desde a morte do patrono, começaram a sofrer com a falta de zelo do irmão mais velho tornando-se um pouco selvagens.
Quando numa de suas aventuras, eles conhecem a família Linton, composta dos pais e seus dois filhos: Isabella e Edgar. Estes resolvem tratar e ensinar bons modos a menina Catherine. Alguns meses depois ela volta a sua casa, com o mesmo coração, porém com a cabeça mudada e se casa com Edgar.
Começa então uma disputa entre as duas famílias e as duas casas por Catherine. Quando então ela morre, Heathcliff toma como objetivo de vida se vingar e tomar todas as posses dos Linton, usando inclusive seu próprio filho.
Primeiramente achei a leitura um pouco fatigante, aliás são 423 páginas de uma "fofoquinha". Analisando com maior profundidade, vi o quanto esse livro retrata a natureza humana, onde ninguém é puramente bom, nem puramente mau. Uma história inovadora para a época em que foi escrita (século 19).

Sabe quando você não faz ideia se já leu um livro? eu achava que sim, agora acho que não... sinal de que eu preciso ler novamente-pela-primeira-vez! (acho que eu confundia ele com Jane Eyre!)
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