"Sertãopunk - histórias de um nordeste do amanhã" é uma mistura de artigos informativos com contos. No início do e-book, nos são apresentados os artigos "Por que fazer o Nordeste Sertãopunk?", "Solarpunk, Sertãopunk e Um Futuro Sustentável", "Religiosidade afro-brasileira e sertãopunk" e "Afrofuturismo, A Diáspora Africana Nodestina e o Sertãopunk", onde diversos autores discorrem sobre o que é esse novo movimento literário e de onde ele surgiu.
Resumindo bem resumido: o sertãopunk não tem "punk" no nome à toa, mas sim pela ideia de contestação do status quo e sua posterior destruição. É um movimento que visa colocar o nordeste e o povo nordestino em um lugar diferente do esteriótipo "seca, agreste, sertão, cangaço, pobreza, repente, cordel, negligência estatal e sofrimento", ou seja, ele repensa as representações do nordeste nas artes, tirando-o da imagem senso comum. Além disso, se baseia muito no saber popular, no folclore e no realismo mágico, para tornar o nordeste um palco para tramas futuristas de ficções científicas sensacionais, dando voz aos artistas nordestinos para escreverem e reescreveram a sua história e seu futuro.
Ao final, são apresentados dois contos sertãopunk. O primeiro, Schizophrenia, de Alan de Sá, fala sobre um rapaz atormentado pelo seu passado nas ruas, seu pregresso uso de drogas e sua falta de descanso, que culmina em alucinações cada vez mais realistas. O segundo conto, Os olhos dos cajueiros, de G. G. Diniz, narra uma investigação policial científica que usa a pesquisa de ponta que está sendo desenvolvida dentro de uma universidade nordestina para resolver um crime que aconteceu dentro de seus campos experimentais. Simplesmente sensacionais. Recomendo a todos se embrenharem no sertãopunk.






