A questão é que P. L. Travers nos apresenta nesse livro a essa mágica babá que aparece nos momentos necessários e fica até que não seja mais preciso. Realmente o sonho de uma mãe atarefada e que não sabe mais o que fazer com seus filhotes.
Para além disso, a gente percebe certo autoritarismo e mau humor rotineiros e característicos em Mary Poppins. Da mesma forma, ela demonstra certo carinho e grande cuidado com as crianças.
O livro não nos conta uma grande história de uma enorme aventura. Ao invés disso somos levados a pequenos momentos cotidianos na vida dessas crianças cuidadas e orientadas por Mary Poppins.
Passeios estranhos, pessoas esquisitas... Muita magia e o desconhecido sempre à frente.
Somos sempre apresentados a situações inusitadas e fora do comum que ao final nos fazem pensar se temos a fantasia acontecendo realmente ou a imaginação das crianças sendo liberta e incentivada por Mary Poppins.
Independente de tudo isso, as crianças são sempre levadas a aprender alguma lição no final e vamos entendendo que o trabalho de Mary Poppins é cuidar e preparar essas crianças para o futuro.
Muito bonito o capítulo com os gêmeos em que os vemos num momento de crescimento e um amadurecimento inicial que os afastarão da magia da primeira infância onde eles perdem totalmente o contato com o mágico ao não conseguirem mais conversar com a natureza.
Em vários momentos somos colocados a acreditar que todas as pequenas aventuras de Jane e Michael são reais ao vermos os adultos, incrédulos, presenciarem as situações sem saberem como reagir - menos Mary Poppins.
Ao final percebemos que Mary Poppins é uma _força da natureza_ que aparece nos momentos necessários e sabe quando seu tempo acabou. Ela deixa para trás a certeza de ter realizado um bom trabalho e o aviso.
Comportem-se, por favor, até eu voltar.
Fique tranquila, Mary Poppins, vamos nos comportar e aguardar seu retorno.

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