Clarice é a última Araújo. Mas ao contrário de suas ascendentes, resolve sair de Novo Oriente e ver a chuva caindo em outros lugares. É assim que acaba na casa da luz vermelha de Joana Critério, uma cafetina inescrupulosa traficante de meninas e mulheres. Mas Clarice, apesar de menina do interior, não é nada boba e nem ingênua.
Este livro foi uma agradável surpresa. Paulo Souza tem uma escrita muito bonita, quase lírica. A história nos envolve do começo ao fim, com toques de uma realidade ácida e crua alternadas com a magia de um realismo fantástico. Minha única ressalva é que a história ficou um pouquinho corrida ao final. No último capítulo, há grandes pulos de narrativa, o que por si não é um demérito, é só um artifício de narração. A questão é que os personagens e o mundo criado são bons demais para uma história tão curtinha, a vontade era de que Paulo tivesse escrito mais páginas contando os acontecimentos em detalhes. Ah, eu leria mais umas 100 páginas fácil...
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