"O jeito Harvard de ser feliz" compila os ensinamentos passados no "curso mais concorrido da melhor universidade do mundo" sobre Felicidade e Psicologia Positiva, ministrado pelo o autor e professor, Shawn Achor.
Durante o texto, Shawn apresenta alguma ferramentas para treinar sua mente a ver o lado positivo das coisas e, assim, ser mais feliz e bem sucedido. Tanto o curso, quanto o livro, são baseados em um dos maiores estudos já feitos sobre felicidade. As principais conclusões deste estudo são resumidas na forma de alguns "mandamentos" para uma vida mais feliz, como por exemplo, exercitar o corpo físico, ser grato, ser bondoso, etc.
Apesar de autoajuda não ser o meu gênero preferido de leitura, eu sempre acho que é possível extrair coisas positivas sobre a leitura. Pessoalmente, por já ter passado por algumas fases depressivas, acabei indo buscar mais informações sobre a felicidade e como não deixá-la escapar entre os dedos. Já tinha feito, inclusive, um curso de formação na universidade onde eu trabalhava que fora muito embasado nesse livro e nos ensinamentos da psicologia positiva. Logo, esse livro em específico não me trouxe muita coisa nova por eu já ter estudado sobre o tema. À época deste curso, eu tivera questionamentos a respeito da psicologia positiva e quando que ela se tornava positividade tóxica. Confesso que atpe hoje não sei onde está a linha que os separa. O livro também não se esforça para fazer essa distinção de maneira muito clara, ficando a cargo do leitor calibrar essa balança.
Algo que eu também acho que não fica claro no livro são as ocasiões em que o melhor a se fazer é procurar ajuda psicológica e médica, pois positividade nenhuma cura uma doença. Claro, é uma ferramenta, mas não é o suficiente.
Outra crítica é o fato de a felicidade ser sempre referida como uma condição mínima para ser produtivo e bem sucedido, o que me deixou um gosto amargo na boca. Não basta ser feliz, pois se é um humano e seres humanos merecem ser felizes? Na minha opinião, o contexto produtivista, mercadológico que o autor está inserido (aliás, é estadunidense) acabou o impedindo de escrever uma obra mais bonita e voltada a todos, não apenas à população em idade ou condições produtivas. Se você for ler esta obra, eu recomendo que você também leia "A vida não é útil - Ailton Krenak", que te dará excelentes adições e necessários contrapontos ao que é debatido neste livro.

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