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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

O jeito Harvard de ser feliz - Shawn Achor

"O jeito Harvard de ser feliz" compila os ensinamentos passados no "curso mais concorrido da melhor universidade do mundo" sobre Felicidade e Psicologia Positiva, ministrado pelo o autor e professor, Shawn Achor. 

Durante o texto, Shawn apresenta alguma ferramentas para treinar sua mente a ver o lado positivo das coisas e, assim, ser mais feliz e bem sucedido. Tanto o curso, quanto o livro, são baseados em um dos maiores estudos já feitos sobre felicidade. As principais conclusões deste estudo são resumidas na forma de alguns "mandamentos" para uma vida mais feliz, como por exemplo, exercitar o corpo físico, ser grato, ser bondoso, etc.

Apesar de autoajuda não ser o meu gênero preferido de leitura, eu sempre acho que é possível extrair coisas positivas sobre a leitura. Pessoalmente, por já ter passado por algumas fases depressivas, acabei indo buscar mais informações sobre a felicidade e como não deixá-la escapar entre os dedos. Já tinha feito, inclusive, um curso de formação na universidade onde eu trabalhava que fora muito embasado nesse livro e nos ensinamentos da psicologia positiva. Logo, esse livro em específico não me trouxe muita coisa nova por eu já ter estudado sobre o tema. À época deste curso, eu tivera questionamentos a respeito da psicologia positiva e quando que ela se tornava positividade tóxica. Confesso que atpe hoje não sei onde está a linha que os separa. O livro também não se esforça para fazer essa distinção de maneira muito clara, ficando a cargo do leitor calibrar essa balança.

Algo que eu também acho que não fica claro no livro são as ocasiões em que o melhor a se fazer é procurar ajuda psicológica e médica, pois positividade nenhuma cura uma doença. Claro, é uma ferramenta, mas não é o suficiente. 

Outra crítica é o fato de a felicidade ser sempre referida como uma condição mínima para ser produtivo e bem sucedido, o que me deixou um gosto amargo na boca. Não basta ser feliz, pois se é um humano e seres humanos merecem ser felizes? Na minha opinião, o contexto produtivista, mercadológico que o autor está inserido (aliás, é estadunidense) acabou o impedindo de escrever uma obra mais bonita e voltada a todos, não apenas à população em idade ou condições produtivas. Se você for ler esta obra, eu recomendo que você também leia "A vida não é útil - Ailton Krenak", que te dará excelentes adições e necessários contrapontos ao que é debatido neste livro. 

domingo, 20 de fevereiro de 2022

A arte de meter o loko na própria vida - Tatty Souza

Para Tatty Souza, "meter o loko na própria vida" é uma expressão para determinar seus objetivos e fazer o que for preciso para conquistá-los. Em 140 páginas, a autora nos conta, com uma linguagem bastante fluida, os aprendizados que teve em seus pouco mais de 30 anos, vividos intensamente (nem sempre para o lado bom do intenso) e, embasada nos seus conhecimentos de psicanálise, nos leva a refletir sobre as relações que temos conosco mesmos, com os outros, com Deus e nossos sonhos.  
 
Esse é um livro de auto-ajuda diferente. A começar pelo fato de que Tatty tem sensibilidade e não cai no discurso meritocrático empreendedor liberal que está disseminado nas redes sociais hoje. E, talvez por isso, eu posso dizer que nada do que ela escreveu me fez revirar os olhos. Segundo, por que Tatty escreve para pessoas jovens, ali nas casa dos 20 anos. Então se essa for a sua idade, esse livro pode te dar alguns atalhos de aprendizado interessantes.

Além disso, preciso destacar que eu não encontrei absolutamente nenhum erro de concordância ou digitação, o que para uma autora independente é um feito extraordinário (sempre passa alguma coisinha quando não temos uma equipe nos auxiliando). Só que, yesbooks, pelo amor de deus, vamos melhorar a qualidade dessa impressão. O livro desmontou antes mesmo de eu terminar de lê-lo. 

De forma geral, um excelente livro para pessoas jovens.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

O desafio de viver feliz - Kátia Poles

"O desafio de viver feliz" é a primeira obra de Kátia Poles, professora da UFLA e doutora pela USP. Kátia resumiu em 260 páginas belissimamente ilustradas o conhecimento e a experiência que adquiriu em mais de uma década de docência e pesquisa em saúde mental.

O livro aborda, em 14 capítulos quase independentes entre si, como alguns aspectos da nossa vida podem ser trabalhados de forma a nos proporcionar uma vida com menos sofrimento, tudo bem referenciado. Abordam-se as relações interpessoais, formas de comunicação, inteligência emocional e autoconhecimento, influência das redes sociais, a prática da meditação, do perdão e da gratidão, sob o viés da Psicologia Positiva do Seligman. 

Mas, apesar de positivo, o livro de Kátia não cai na armadilha da positividade tóxica, que contaminou as nossas redes. A própria autora abre sua história e seu coração, mostrando suas feridas e cicatrizes, admitindo que a vida é, sim, por vezes, muito dura, mas mesmo assim ainda somos capazes de diminuir o nosso sofrimento com práticas simples. 

Sobre o livro, tenho apenas uma pequena ressalva. Por acompanhar um podcast, chamado Naruhodo, cujo um dos anfitriões é justamente psicólogo, fiquei com a impressão de que algumas das ideias apresentadas no livro podem estar um pouquinho defasadas do ponto de vista científico.

De qualquer forma, esse ponto não diminui a importância deste trabalho tão bonito da Kátia. Conheço-a pessoalmente, pois trabalhamos no mesmo local e já tinha tido a oportunidade de fazer um curso de formação dedicado aos professores cujo titulo era justamente o do livro. A Kátia vem há anos tentando transformar o ambiente de trabalho (nosso) e de estudo (dos alunos) em um local mais humanizado e acolhedor. Esse livro só veio a acrescentar nesta trajetória.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Os Cinco Convites - Frank Ostaseski

Frank Ostaseski é professor de budismo e dedicou sua vida aos  cuidados paliativos no Zen Hospice Project, uma casa de repouso fundada por ele cujo objetivo é deixar o paciente não recuperável o mais confortável possível. Convivendo diariamente com a morte por mais de 30 anos, observando-a em diversas circunstâncias, o autor refletiu e filosofou a respeito do que morte tem a nos ensinar, e nos faz cinco convites para viver de forma mais plena e com significados, sem precisar encarar a morte de frente para isso: 

(1) Não espere: não deixe para fazer o que se deseja depois. Talvez não haja depois, talvez depois você não tenha capacidades físicas ou mentais de realizar.
(2) Aceite tudo, não rejeite nada: a vida não é justa ou injusta, ela apenas é. Aceitar como as coisas são ajuda a lidar com elas com menor sofrimento.
(3) Traga tudo de si para a experiência: não negue sua humanidade. Empregue suas qualidades e "defeitos" no que você faz.
(4) Encontre um lugar de descanso no meio de tudo: Não espere para descansar "quando tudo isso tiver terminado", "quando eu tiver terminado a faculdade", "quando essa maré do trabalho mudar". Descanse agora.
(5) Cultive o não saber: para além do conhecimento técnico, começar todas as experiências com a humildade do não saber, abre portas para muito mais aprendizados.

Minha história com esse livro é curiosa. Passeando despretensiosamente pela Livraria Saraiva nos tempos pré-pandemia, esse livro me chamou a atenção num bolo de livros em promoção por R$10,00. Levei totalmente no escuro, sem nem ler as orelhas ou a contracapa. Gostei das cores, do título e do subtítulo. 

Nem imaginei que era um livro de autoajuda, achei que era um thriller com assassinatos (kkkk). Eu, que tinha um enorme preconceito com o gênero, mudei de opinião ao ler essa obra. Ao contrário de outros livros de autoajuda que li por aí, o Frank não está em um pedestal contando vantagem. Muito pelo contrário, ele repetidamente reitera o quanto esses ensinamentos são difíceis e ele mesmo precisa fazer esforços conscientes para não deixá-los escapar. Também conta das vezes que, mesmo sabendo tudo isso, agiu de forma completamente contrária a que prega, provando mais um vez que é muito mais fácil falar do que fazer, principalmente quando você está emocionalmente envolvido com as situações.
 
Esse realmente é um bom livro, cheio de filosofias e capaz de mudar hábitos.

sábado, 6 de fevereiro de 2021

As Cinco Linguagens do Amor - Gary Chapman

Em "As 5 linguagens do amor", Gary Chapman nos faz expandir o olhar sobre o que são as diferentes demonstrações de amor de e para as pessoas. O autor defende que existem primordialmente cinco formas de expressar o amor romântico, fraternal ou entre pais e filhos, ou seja, cinco linguagens do amor: (1) palavras de afirmação, (2) tempo de qualidade, (3) oferecer e receber serviços, (4) toque físico e (5) receber e dar presentes. Quando uma pessoa do relacionamento se comunica em uma linguagem e a outra pessoa em outra linguagem, acontecem desentendimentos, sensação de vazio por achar que não é amado o suficiente e frustração por não ter seus esforços reconhecidos pela parceria. 

O livro pode ser considerado um clássico da autoajuda, tendo vendido mais de 11 milhões de cópias apenas no idioma inglês. O autor Gary Chapman é antropólogo com mestrado e doutorado em educação. Trabalhou como professor universitário, conselheiro matrimonial, pastor e missionário. E, sim, o livro tem uma pegada bastante religiosa por isso e não esconde esse viés em momento algum, o que pode inquietar os leitores mais céticos e que não estão no humor de serem evangelizados. 

Também por isso, o livro apresenta alguns pensamentos machistas e datados, às vezes relegando à mulher um papel de aceitação extrema e subserviência. Tem-se que ter em mente que a obra foi publicada a primeira vez em 1992 (há quase 30 anos) e a sociedade mudou bastante nesse entremeio, então algumas coisas escritas nesse livro podem incomodar bastante.

Achei o autor bastante "emsimesmado", sempre contando todos os casos de sucesso no seu trabalho como conselheiro, como a sua linha de raciocínio era infalível e como ele era astuto em compreender o que faltava e o que sobrava em cada relacionamento. A narrativa me pareceu bastante lenta, repetitiva e prolixa. A impressão é de que o livro poderia ter metade do tamanho e passar a mesma mensagem, de forma tão ou mais eficiente. A versão que eu li tinha muitos erros de tradução, o que também me incomodou. 

Mas ok, deu para aprender algumas coisas que eu com certeza vou aplicar na minha vida conjugal. Se você conhecer alguém que leu, pede para essa pessoa te resumir o livro. Acho que vale mais a pena do que ler ele inteiro.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

“Por que os homens amam as mulheres poderosas? – Sherry Argov

poderosasParticularmente já tentei ler alguns livros de auto-ajuda, mas sempre desisto nos primeiros capítulos. “Por que os homens amam as mulheres poderosas?” foi um presente de uma querida amiga e além da indicação, foi um livro que tive prazer em ler até o final.

O livro nada mais é do que um conjunto de palavras fortes e estimulantes para as mulheres. A autora mostra que toda mulher pode ser “poderosa” ou “boazinha” e que deve ter coragem de admitir e encarar os próprios medos e problemas da vida. Tudo começa com a belíssima frase: “Sucesso no amor não tem a nada a ver com aparência, e sim com atitude”.

domingo, 23 de março de 2008

A Arte da Felicidade, Um Manual para a Vida - Sua Santidade, o Dalai Lama e Howard C. Cutler

Bom, eu acho que quase todas as pessoas já viram alguma vez na vida alguma imagem de Tenzin Gyatso, Sua Santidade, o Décimo Quarto Dalai Lama, e é muito provável que enquanto tentam se lembrar desta imagem tenham visualizado um senhor de cabeça raspada vestindo um hábito marrom alaranjado e, principalmente, sorrindo; afinal é assim que ele quase sempre se apresenta.

É este senhor que discorre em conversas com o psiquiátra americano H. C. Cutler a respeito da felicidade, o que para eles (inicialmente apenas para o primeiro), é na verdade o único objetivo da vida.

É uma leitura muito agradável, e eu tenho que admitir que é difícil escrever a respeito desta obra, é um tanto inesplicável o que se sente, eu acho que a expressão utilizada no título é bastante apropriada “Um Manual para a Vida”. A maioria dos livros que se lê ao longo da vida acrescentam informações a uma massa de conhecimento que já se possui, mas existem alguns, especiais, que são capazes de promover uma verdadeira revolução na forma como estes conhecimentos são utilizados, ou seja, na forma de pensar, eu tenho o prazer de escrever que acabo de ler um destes, e devo comentar que na minha vida como leitor ele foi apenas o segundo desta categoria (ou eu não escolho muito bem os títulos que leio, ou eles são raros mesmo).

Eu recomendo que todos leiam, sem discriminação nenhuma quanto a religiões ou qualquer outra coisa, este livro não fala sobre o budismo, fala de felicidade.

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Faz quase um mês que acabei de ler este livro, e o que vocês leram até o parágrafo anterior foi o que eu escrevi assim que o acabei, e agora que pude observar na prática alguns conceitos do livro, devo acrescentar que realmente funcionam.
Não quero que pensem que eu virei um monge budista, e que aplico profundamente todas as práticas demonstradas e sugeridas no livro, algumas não são tão viáveis na vida cotidiana, mas dentre as viáveis devo dizer que algumas são até bastante simples de serem aplicadas e produzem uma elevação no nível de satisfação com a vida realmente perceptível.
Bom, este é um livro que recomendo fortemente, afinal a felicidade é um objetivo que todos temos o direito de almejar. Só para que fiquem um pouco mais curiosos vou reproduzir a dedicatória (muito interessante) do livro: "dedicado ao leitor: que você encontre a felicidade".

Excelente, excepcional, muito bom mesmo.