sábado, 28 de março de 2026
Asas Escuras e Pássaros Noturnos - Yueh Fernandes
Ora com realismo, ora com exageros
Meu objetivo é retratar o cotidiano e sentimentos
Me desnudar e te identificar por inteiro
Mesmo que às vezes você não perceba
@raquel.m.linhares
terça-feira, 28 de outubro de 2025
Mary Poppins - P. L. Travers
A questão é que P. L. Travers nos apresenta nesse livro a essa mágica babá que aparece nos momentos necessários e fica até que não seja mais preciso. Realmente o sonho de uma mãe atarefada e que não sabe mais o que fazer com seus filhotes.
Para além disso, a gente percebe certo autoritarismo e mau humor rotineiros e característicos em Mary Poppins. Da mesma forma, ela demonstra certo carinho e grande cuidado com as crianças.
O livro não nos conta uma grande história de uma enorme aventura. Ao invés disso somos levados a pequenos momentos cotidianos na vida dessas crianças cuidadas e orientadas por Mary Poppins.
Passeios estranhos, pessoas esquisitas... Muita magia e o desconhecido sempre à frente.
Somos sempre apresentados a situações inusitadas e fora do comum que ao final nos fazem pensar se temos a fantasia acontecendo realmente ou a imaginação das crianças sendo liberta e incentivada por Mary Poppins.
Independente de tudo isso, as crianças são sempre levadas a aprender alguma lição no final e vamos entendendo que o trabalho de Mary Poppins é cuidar e preparar essas crianças para o futuro.
Muito bonito o capítulo com os gêmeos em que os vemos num momento de crescimento e um amadurecimento inicial que os afastarão da magia da primeira infância onde eles perdem totalmente o contato com o mágico ao não conseguirem mais conversar com a natureza.
Em vários momentos somos colocados a acreditar que todas as pequenas aventuras de Jane e Michael são reais ao vermos os adultos, incrédulos, presenciarem as situações sem saberem como reagir - menos Mary Poppins.
Ao final percebemos que Mary Poppins é uma _força da natureza_ que aparece nos momentos necessários e sabe quando seu tempo acabou. Ela deixa para trás a certeza de ter realizado um bom trabalho e o aviso.
Comportem-se, por favor, até eu voltar.
Fique tranquila, Mary Poppins, vamos nos comportar e aguardar seu retorno.
quarta-feira, 17 de setembro de 2025
Ferreiro do Bosque Maior - JRR Tolkien
Que delícia reler Tolkien. A última vez havia sido em Sobre Histórias de Fadas, aliás um livro a que preciso retornar. Minha lembrança dele é maravilhosa.
E por que ler Tolkien é tão gostoso? Porque nele vemos um cuidado incomum com os detalhes, a descrição dos locais e dos indivíduos. Todo esse cuidado só colabora para nossa imaginação fluir pra looonge, longe.
Mas retornando a este conto, primeiro quero comentar da primorosa edição, um livreto, agradável de segurar e com uma capa digna de outras edições do Tolkien, dá vontade de ler. Ainda bem com uma fita marcadora de página, gente... que cuidado houve nessa edição. Obrigado Harper Collins Brasil, quero ir em busca de outros livros editados por vocês.
Nesta história parece que mais uma vez temos alguém saindo para uma aventura e deixando alguns para trás sem saber o que fazer. Dessa vez é o Mestre-Cuca que se vai sem deixar oficialmente um substituto, apesar de ele ter um aprendiz-forasteiro, Alf, que fora trazido em uma de suas férias.
Mas como Alf não era do Grande Bosque, a população nem o considerou quando do abandono do Mestre-Cuca, e quem foi nomeado Novo Mestre-Cuca foi Carvalheiro, o melhor cozinheiro meia-boca.
É delicioso como Tolkien conta suas histórias como se o leitor já tivesse uma bagagem preestabelecida para acompanhá-la. Aqui o mundo mágico de Feéria já está posto e parece que já sabemos coisas desse universo, mesmo nunca tendo ouvido falar antes.
Mas a história não é sobre Alf, não completamente. A história é sobre como uma criança ganha o direito de viajar por Feéria, descobrir seus segredos e perigos.
Vale ressaltar que as histórias infantis de Tolkien costumam ter um ar de fábula, apresentando, de alguma forma, um ensinamento, mas sem um ar professoral, de algo superior. Não sei se isso realmente é real ou uma lembrança falsa minha de outras obras dele que li.
E melhor ainda, nesses contos de fadas de Tolkien as fadas e seus domínios são mágicos e encantados, mas não são encantadores no sentido infantil. Eles nos surpreendem e nos atraem, mas em algum momento nos assustam. Os serem poderosos e mágicos só se mostram lindos, poderosos e acertadores quando confrontados.
Depois de ler Sobre Histórias de Fadas entendemos de onde vem essa visão de fantasia de Tolkien.
quinta-feira, 14 de agosto de 2025
O Dia Escuro - Coletânea
Logo de início a Fabiane, uma das organizadoras do livro e quem escreve a apresentação, cita:
Como que uma menina que gostava tanto [...] de inventar mundos bonitos e solares, ao mesmo tempo não resistia a histórias assustadoras, repletas de crimes, cemitérios e fantasmas?
O Dia Escuro, Coletânea de Contos
Achei curioso esse questionamento, porque há muito tempo acredito que não somos criaturas voltadas totalmente a uma forma de ser. Temos nossas dualidades, não tem como sermos apenas luz ou sombra.
O que as mulheres contemporâneas pensam quando pensam em terror?
O Dia Escuro, Coletânea de Contos
Essa premissa me interessou ainda mais e me fez imaginar: O que virá a seguir nessa coletânea de textos?
Depois de ler alguns contos rapidamente retomei minha memória a outro livro de contos, o Ficções Amazônicas, esse sobre contos amazônicos, com temática de fantasia, mas sem um ar de folclore ou mitológico.
Assim como nas Ficções - em que o objetivo é apresentar histórias que tenham um contato com o dito folclore, mas sem esquecer do dia a dia que pode ser como qualquer outro no Brasil, sem esse ar apenas místico. - este conjunto de textos quebra a expectativa de que terror tem que ser algo completamente assustador, com monstros, sangues e sustos. Não, o terror está também no delicado, no detalhe, e isso é extremamente enriquecedor.
Como no encontro inesperado de um dedo nas areias, "como ele apareceu por lá? De quem seria?".
Ou no estranho encontro de uma garota com sua amiguinha que ninguém mais se lembra de ter existido nos arredores, mas que jura conhecer sua irmã falecida há alguns anos. E aquela dúvida, será que realmente a garota via o demônio?
Ou ainda naquele jantar meramente formal, para puxar o saco do chefe, mas onde tudo que é oferecido você não gosta, ou não te agrada comer, mas como está lá por algo maior se vê na obrigação de fingir deliciar-se.
A leitura desses contos me traz a lembrança histórias de horror como Sinfonia da Necrópole ou Cidade, Campo (também escritas por uma mulher), filmes em que o horror não está na imagem que nos aterroriza, mas na suavidade em apresentar o místico (não é essa a palavra que procuro)` e no desconhecido que se apresenta no dia-a-dia, na rotina, como natural. Ou até mesmo O Pesadelo de Célia, história que o horror se encontra mais pela situação real e os personagens nela envolvidos do que pelo terror de uma criatura ou criação que estão ali para nos aterrorizar.
Será que é possível escrever um conto de terror quando a realidade parece um conto de terror?
Neon, Carola Saavedra (O Dia Escuro, Coletânea de Contos)
segunda-feira, 26 de setembro de 2022
Conselho Feérico - Várias autoras
Ora com realismo, ora com exageros
Meu objetivo é retratar o cotidiano e sentimentos
Me desnudar e te identificar por inteiro
Mesmo que às vezes você não perceba
@raquel.m.linhares
domingo, 20 de fevereiro de 2022
O Pecado da Coruja - San Rodco
Ora com realismo, ora com exageros
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022
Clarice, A última Araújo - Paulo Souza
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sábado, 26 de junho de 2021
Castle High, o Retorno da Espada - J. O. Aquino
Já nos primeiros dias, Arthur faz diversas amizades nos dois grandes grupos de alunos do colégio e é escolhido como o representante dos espadachins para domar dragões no torneio interno de habilidades de Andrômeda. Entre as provas das disciplinas do colégio, os treinos para o torneio, os dramas adolescentes e professores agindo de formas curiosas, aos poucos informações sobre quem atacou o seu reino e por qual motivo vêm à tona, conectando Arthur e os leitores numa trama profundamente cheia de mistérios.
Ora com realismo, ora com exageros
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sábado, 15 de agosto de 2020
Aqueles que Abandonam Omelas - Ursula Le Guin
Bem curto, mas que diz muito e de maneira incrível nos fala com muita verdade sobre como nossa sociedade está construída e como escolhemos e nos convencemos que algumas situações são imutáveis e são a melhor solução.
Aqueles que abandonam Omelas são esse tipo de pessoa. E durante a leitura ficamos maravilhados com a cidade ficcional de Omelas, um local perfeito, cheio onde todos são extremamente felizes, tudo acontece perfeitamente e nada está errado.
Mas com o avanço da história começamos a ter uma sensação de que algo está errado e se realmente ali é um lugar maravilhoso como é descrito e a que preço.
Além de todo o malabarismo argumentativo para manter a maravilha que é viver em Omelas.
domingo, 24 de maio de 2020
O Urso e o Rouxinol - Katherine Arden
Levei mais de um ano para voltar a ler e mesmo assim tive que ficar em casa forçadamente para isso acontecer. Ainda assim, demorei mais de mês para terminar esse livro que apesar de ter uma leitura bem agradável demorou para tirar a ferrugem que eu tinha dos livros.sexta-feira, 3 de agosto de 2018
Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez
A vila de Macondo começou a se civilizar aos poucos e receber visitas de forasteiros, como os ciganos. Um deles, Melquíades, trazia toda sorte de novidades de ciência e tecnologia e uma pitada de misticismo em suas visitas, levando, manuscritos indecifráveis que diziam prever o futuro. Ele e José Arcádio Buendía construíram aos poucos uma relação de extrema admiração e amizade. Com o passar dos anos, a família Buendía vai se desenvolvendo e aumentando, vivendo situações a cada geração mais fantásticas, ao passo em que Macondo sai da alcunha de vila e passa a alcunha de cidade, com a presença de capital estrangeiro, ferrovias, guerras políticas, assassinatos, etc.
Ora com realismo, ora com exageros
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sexta-feira, 31 de julho de 2015
O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry
Ao final me emocionou e me surpreendeu, mesmo sendo uma história que parece simples trás uma série de questões interessantes aos leitores mais atentos.
Vale como um belo passatempo infantil e também como um instigante questionamento para os maiores.
sábado, 15 de janeiro de 2011
A garota dos pés de vidro - Ali Shaw
domingo, 26 de dezembro de 2010
A Maldição do Titã - Rick Riordan
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
A Metamorfose - Franz Kafka
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
Tolkien, uma Biografia - Michael White
Um dos autores mais importantes para o gênero de Fantasia na história da literatura mundial. J. R. R. Tolkien viveu de maneira difícil na infância, guerreira na juventude e brilhante em sua fase adulta.
Tolkien criou a maior mitologia literária que já ouvi comentários. Ela tem desde toda uma terra, com reinos, climas, estações até toda a história de vários povos durante milhares de anos, da criação da Terra Média até depois da Segunda Guerra do Anel.
Sua biografia é uma leitura obrigatória para os fans de fantasia do mundo todo. Leitores de As Crônicas de Nárnia, Harry Potter, claro, O Senhor dos Anéis e muitos outros títulos. Sem contar os jogadores de RPG, onde a maioria das raças dos mundos de fantasia foram tirados de suas histórias.
sábado, 9 de janeiro de 2010
A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón

A história se passa numa Barcelona do início de 1900 até meados de 1960. Tudo começa quando o Senhor Sempere, dono de uma livraria leva seu filho daniel ao cemitério de livros esquecidos, um lugar mágico, onde existem milhares de livros de diversos autors e diz ao seu filho para escolher um para guardar, para que a historia jamais seja esquecida.Eis que Daniel escolhe o livro de um autor Julián Carax, a Sombra do Vento.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
O Ladrão de Raios - Rick Riordan
No começo da adolescência, Perseu Jackson descobre que é meio deus grego, meio humano. A partir daí, tudo que acontecia de estranho na vida dele finalmente ganha explicações. Ele se vê se mudando para um acampamento onde todos são iguais a ele e a realidade é outra. Hábitos, vestimenta, referências não são mais os mesmos.
Ora com realismo, ora com exageros
Meu objetivo é retratar o cotidiano e sentimentos
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@raquel.m.linhares
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Sobre Histórias de Fadas - J. R. R. Tolkien
Este é um livro bem diferente dos que eu costumo ler. Principalmente pelo seu conteúdo.Explico.
O livro é dividido em duas partes. A primeira é um ensaio de Tolkien entitulado Sobre Histórias de Fadas.
Nesse texto Tolkien fala sobre o que para ele são contos de fadas, quais as características que um texto desse deve ter e o que ele não deve ter.
Outra preocupação de Tolkien aqui é mostrar que Contos de Fadas não precisam e nem devem ser apenas histórias para serem contadas ao pé da cama para crianças. Histórias de Fadas devem, sim, serer escritas também para adultos.
Devo ser sincero e dizer que não consegui concluir a leitura da primeira parte do livro. Isso por que o Ensaio em vários momentos, se não o tempo todo, trás referências a obras e autores que não tenho nenhum conhecimento. Tirando Shakespeare, Carroll ou Grimm.
Existem termos sobre o "Belo Reino", pelo que eu pude entender é o Mundo das Fadas, e também indicações de conceitos literários que para mim são desconhecidos totalmente, coisa que dificultou e muito a leitura do ensaio. Precisaria primeiramente me ater a conhecer todo essa teoria literária para depois poder ler o ensaio com o devido merecimento.
Mas é um texto que recomendo para quem quer descobrir as influências que Tolkien teve e suas aspirações para que um dia O Senhor dos Anéis surgisse.
A segunda parte do livro é um conto. O Folha por Niggle, que está no livro por ser um exemplo de um conto de fadas diferente do que estamos aconstumados e fomos apresentados na infância. Isso pelo menos é o que diz a maioria das críticas que li sobre o livro. Mas vamos à história.
O conto fala sobre Niggle, um pintor que vive a resmungar, mas que tem um bom coração. Niggle não é nenhum gênio da pintura e ninguém em seu vilarejo valoriza sua arte. E me passou a impressão de que até mesmo ele não valoriza muito...
quinta-feira, 27 de março de 2008
A Luneta Âmbar - Philip Pullman
Mágico e emocionante.A triologia chega ao fim, infelizmente. Fiquei surpreso com o final e com o rumo que o livro levou, e essa surpresa só fez com que ficasse mais admirado com a história e com Pullman.
Com certeza eu esperava um final mais trágico, como em O Senhor dos Anéis, mas o que vi foi algo mais brando e que me emocionou muito. Vale mesmo a pena ler a triologia!!!
Todas as dúvidas referentes à história são tiradas, sobram algumas coisas, mas isso deixa um gostinho de quero mais muito bom. Finalmente vemos o que Lyra e Will tinham que fazer e digo que não eram decisões fáceis.
Vi em alguns fórum pessoas comparando com Harry Potter, digo que para mim é melhor e só não faz sucesso por que o leitor tem que amadurecer muito mais rápido com os personagens, logo no fim do primeiro livro. E em Harry Potter temos pelo menos 3 livros para isso. Não que Harry Potter seja ruim, são para leitores diferentes.
Segue um pouco da história:
Will segue em busca de Lyra, que está com sua mãe, só que não apenas ele, mas o Magistérium (o Governo do mundo de Lyra) e seu pai, Lorde Asriel. Só que Will não está sozinho, segue junto de anjos(?)... Uma guerra é travada para ver quem fica com a garota e Will consegue junto com novos companheiros, pequenos seres os Galivespianos, encontrar Lyra e fugir. Juntos eles vão para o Mundo dos Mortos para mais aventuras. Para saber leia o livro...
Enquanto isso, a Dra Mary Malone segue em outro mundo onde conhece os Mulefas ambos têm grande importância na história.
E ao Will e Lyra chegam onde Lorde Asriel formou seu exército contra a Autoridade e passam por outras batalhas até chegarem ao mundo dos Mulefas. Nesse mundo que se dá o desfecho de tudo, não sem antes muita aventura e suspense.
O desfecho é algo que não me atrevo a comentar, estragaria todo o suspense que é criado durante os 3 livros, mas afirmo de antemão que será algo que você não espera. É surpreendente.
Não deixem de ler se gostam de um bom livro de fantasia e aventura. Indicado para qualquer um.
Boa leitura.
Leia sobre os outros títulos da série: A Bússula de Ouro e A Faca Sultil.











