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sábado, 28 de março de 2026

Asas Escuras e Pássaros Noturnos - Yueh Fernandes

Asas Escuras e Pássaros Noturnos são, respectivamente, o primeiro e o segundo livro da saga de fantasia dark Nictofilia, de Yueh Fernandes. Nesta saga, acompanhamos a ceifeira de almas, Lorna Helgardh, e sua magae, Ethel, que faz as vezes de pet/amiga/babá/guarda-costas. Ambas moram em Nova Estrasburgo, uma capital  vibrante, e são incubidas de coletar almas desencarnadas vagantes antes de serem consumidas por Strix. 

Numa dessas missões, Lorna é acompanhada em seus vôos ligeiros e manobras furtivas por um corvo com penugem iridescente que se acaba se machucando no embate com uma Strix. Leva-o para casa para curá-lo e, com isso, começa a desvendar o submundo da indústria da morte, numa trama que mistura fantasia, suspense, drama e uma pitada de humor involuntário carregado nos diálogos.

Eu confesso que não sou muito de ler fantasia. Li alguma coisa durante minha adolescência e juventude, mas consigo até contar quais foram as sagas no dedos de uma mão: Brumas de Avalon, Fronteiras do Universo, Harry Potter e Percy Jackson (não vou incluir O Guia do Mochileiro aí), então para mim, foi sair um pouco da minha zona de conforto. E foi ótimo! 

A Yueh é uma escritora ímpar. Ela consegue descrever cenários e situações com beleza, riqueza detalhes e vocabulário erudito ao mesmo tempo em que seus personagens se contrapõem a essa seriedade com diálogos descontraídos e linguagem informal. 

Algo que deve ser mencionado é a cadência do desenvolvimento da personagem Lorna e da trama do livro, que vão ganhando uma profundidade ao longo das páginas que eu, sinceramente, não esperava. Lorna é um ser não-vivo cheio de vontade de viver. Durante todos os séculos de sua existência, se esforçou ao máximo para se incluir no cotidiano e na cultura das pessoas vivas, trabalhando em empregos normais, estudando e construindo relações verdadeiras e profundas. Lorna põe tanto amor em tudo faz, que a inevitável tarefa de se mudar periodicamente para disfarçar a sua imortalidade lhe causam dor e sofrimentos profundos. 

Sem dúvida, Yueh é uma autora brasileira a ser aclamada e ter seu devido espaço reconhecido no cenário da literatura fantástica.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Mary Poppins - P. L. Travers

Capa do livro Mary Poppins de P. L. Travers
E mais uma vez temos uma mulher mudando a forma de apresentar seu nome de autora para não parecer ser uma mulher escrevendo, deixando a entender que possa ser um homem e assim ter mais respeito. Triste fato.  

A questão é que P. L. Travers nos apresenta nesse livro a essa mágica babá que aparece nos momentos necessários e fica até que não seja mais preciso. Realmente o sonho de uma mãe atarefada e que não sabe mais o que fazer com seus filhotes.  

Para além disso, a gente percebe certo autoritarismo e mau humor rotineiros e característicos em Mary Poppins. Da mesma forma, ela demonstra certo carinho e grande cuidado com as crianças.  

O livro não nos conta uma grande história de uma enorme aventura. Ao invés disso somos levados a pequenos momentos cotidianos na vida dessas crianças cuidadas e orientadas por Mary Poppins.  

Passeios estranhos, pessoas esquisitas... Muita magia e o desconhecido sempre à frente.  

Somos sempre apresentados a situações inusitadas e fora do comum que ao final nos fazem pensar se temos a fantasia acontecendo realmente ou a imaginação das crianças sendo liberta e incentivada por Mary Poppins.  

Independente de tudo isso, as crianças são sempre levadas a aprender alguma lição no final e vamos entendendo que o trabalho de Mary Poppins é cuidar e preparar essas crianças para o futuro.

Muito bonito o capítulo com os gêmeos em que os vemos num momento de crescimento e um amadurecimento inicial que os afastarão da magia da primeira infância onde eles perdem totalmente o contato com o mágico ao não conseguirem mais conversar com a natureza.

Em vários momentos somos colocados a acreditar que todas as pequenas aventuras de Jane e Michael são reais ao vermos os adultos, incrédulos, presenciarem as situações sem saberem como reagir - menos Mary Poppins.

Ao final percebemos que Mary Poppins é uma _força da natureza_ que aparece nos momentos necessários e sabe quando seu tempo acabou. Ela deixa para trás a certeza de ter realizado um bom trabalho e o aviso.

Comportem-se, por favor, até eu voltar. 

Fique tranquila, Mary Poppins, vamos nos comportar e aguardar seu retorno. 

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Ferreiro do Bosque Maior - JRR Tolkien

Capa do livro Ferreiro do Bosque Maior - JRR Tolkien

Que delícia reler Tolkien. A última vez havia sido em Sobre Histórias de Fadas, aliás um livro a que preciso retornar. Minha lembrança dele é maravilhosa.

E por que ler Tolkien é tão gostoso? Porque nele vemos um cuidado incomum com os detalhes, a descrição dos locais e dos indivíduos. Todo esse cuidado só colabora para nossa imaginação fluir pra looonge, longe.

Mas retornando a este conto, primeiro quero comentar da primorosa edição, um livreto, agradável de segurar e com uma capa digna de outras edições do Tolkien, dá vontade de ler. Ainda bem com uma fita marcadora de página, gente... que cuidado houve nessa edição. Obrigado Harper Collins Brasil, quero ir em busca de outros livros editados por vocês.

Nesta história parece que mais uma vez temos alguém saindo para uma aventura e deixando alguns para trás sem saber o que fazer. Dessa vez é o Mestre-Cuca que se vai sem deixar oficialmente um substituto, apesar de ele ter um aprendiz-forasteiro, Alf, que fora trazido em uma de suas férias.

Mas como Alf não era do Grande Bosque, a população nem o considerou quando do abandono do Mestre-Cuca, e quem foi nomeado Novo Mestre-Cuca foi Carvalheiro, o melhor cozinheiro meia-boca.

É delicioso como Tolkien conta suas histórias como se o leitor já tivesse uma bagagem preestabelecida para acompanhá-la. Aqui o mundo mágico de Feéria já está posto e parece que já sabemos coisas desse universo, mesmo nunca tendo ouvido falar antes.

Mas a história não é sobre Alf, não completamente. A história é sobre como uma criança ganha o direito de viajar por Feéria, descobrir seus segredos e perigos.

Vale ressaltar que as histórias infantis de Tolkien costumam ter um ar de fábula, apresentando, de alguma forma, um ensinamento, mas sem um ar professoral, de algo superior. Não sei se isso realmente é real ou uma lembrança falsa minha de outras obras dele que li.

E melhor ainda, nesses contos de fadas de Tolkien as fadas e seus domínios são mágicos e encantados, mas não são encantadores no sentido infantil. Eles nos surpreendem e nos atraem, mas em algum momento nos assustam. Os serem poderosos e mágicos só se mostram lindos, poderosos e acertadores quando confrontados.

Depois de ler Sobre Histórias de Fadas entendemos de onde vem essa visão de fantasia de Tolkien.

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

O Dia Escuro - Coletânea


Logo de início a Fabiane, uma das organizadoras do livro e quem escreve a apresentação, cita:

Como que uma menina que gostava tanto [...] de inventar mundos bonitos e solares, ao mesmo tempo não resistia a histórias assustadoras, repletas de crimes, cemitérios e fantasmas?

O Dia Escuro, Coletânea de Contos

Achei curioso esse questionamento, porque há muito tempo acredito que não somos criaturas voltadas totalmente a uma forma de ser. Temos nossas dualidades, não tem como sermos apenas luz ou sombra.

O que as mulheres contemporâneas pensam quando pensam em terror?

O Dia Escuro, Coletânea de Contos

Essa premissa me interessou ainda mais e me fez imaginar: O que virá a seguir nessa coletânea de textos?

Depois de ler alguns contos rapidamente retomei minha memória a outro livro de contos, o Ficções Amazônicas, esse sobre contos amazônicos, com temática de fantasia, mas sem um ar de folclore ou mitológico.

Assim como nas Ficções - em que o objetivo é apresentar histórias que tenham um contato com o dito folclore, mas sem esquecer do dia a dia que pode ser como qualquer outro no Brasil, sem esse ar apenas místico. - este conjunto de textos quebra a expectativa de que terror tem que ser algo completamente assustador, com monstros, sangues e sustos. Não, o terror está também no delicado, no detalhe, e isso é extremamente enriquecedor.

Como no encontro inesperado de um dedo nas areias, "como ele apareceu por lá? De quem seria?".

Ou no estranho encontro de uma garota com sua amiguinha que ninguém mais se lembra de ter existido nos arredores, mas que jura conhecer sua irmã falecida há alguns anos. E aquela dúvida, será que realmente a garota via o demônio?

Ou ainda naquele jantar meramente formal, para puxar o saco do chefe, mas onde tudo que é oferecido você não gosta, ou não te agrada comer, mas como está lá por algo maior se vê na obrigação de fingir deliciar-se.

A leitura desses contos me traz a lembrança histórias de horror como Sinfonia da Necrópole ou Cidade, Campo (também escritas por uma mulher), filmes em que o horror não está na imagem que nos aterroriza, mas na suavidade em apresentar o místico (não é essa a palavra que procuro)` e no desconhecido que se apresenta no dia-a-dia, na rotina, como natural. Ou até mesmo O Pesadelo de Célia, história que o horror se encontra mais pela situação real e os personagens nela envolvidos do que pelo terror de uma criatura ou criação que estão ali para nos aterrorizar.

Será que é possível escrever um conto de terror quando a realidade parece um conto de terror?

Neon, Carola Saavedra (O Dia Escuro, Coletânea de Contos)

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Conselho Feérico - Várias autoras

O Conselho Feérico é uma antologia que reúne contos, onde diversas autoras fizeram releituras de "contos de fada", alguns largamente conhecidos, outros bastante obscuros. Ao final, há uma breve explanação do conto original, seguida de uma descrição da adaptação. Como em qualquer antologia, algumas histórias apetecem mais do que outras. De qualquer forma, foi uma iniciativa bacana, onde foi possível conhecer o trabalho de autoras extremamente competentes. Havia muito potencial, mas infelizmente a antologia foi boicotada pela própria editora, que não distribuiu os exemplares físicos a quem o comprou.

domingo, 20 de fevereiro de 2022

O Pecado da Coruja - San Rodco

Na sua estreia, San Rodco nos apresenta Adam, um executivo "bem sucedido" que, passeando por uma praça à noite, conhece uma coruja. Inacreditalvelmente, a coruja se comunica com ele e, por meio de alegorias fantásticas, o confronta com seus pecados e propõe reflexões a Adam e ao leitor, sobre quem somos, qual a nossa essência e o que é ser bem sucedido, afinal.

O livro é pequeno, mas bastante interessante. Algumas frases trazem muitas reflexões, outras já beiram o confuso tamanho o enigma proposto (não sei se entendi totalmente o que o autor quis passar em alguns trechos). Devo dizer que gostei bastante da iniciativa do autor de escrever um livro que, por não ser um romance ou um infanto-juvenil, acaba destoando totalmente do que comumente encontramos em livros nacionais hoje em dia.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Clarice, A última Araújo - Paulo Souza

A família Araújo é bastante conhecida em Novo Oriente, no Ceará. Não é à toa. Depois de umas estripulias de uma Araújo com um querubim, a chuva resolveu amaldiçoar a família não passando mais por ali, o que afetou a todos da cidade. E, por terem sangue de querubim, as Araújo também são temidas. Dizem que quem se deita com uma delas, acaba por perder a cabeça...

Clarice é a última Araújo. Mas ao contrário de suas ascendentes, resolve sair de Novo Oriente e ver a chuva caindo em outros lugares. É assim que acaba na casa da luz vermelha de Joana Critério, uma cafetina inescrupulosa traficante de meninas e mulheres. Mas Clarice, apesar de menina do interior, não é nada boba e nem ingênua.

Este livro foi uma agradável surpresa. Paulo Souza tem uma escrita muito bonita, quase lírica. A história nos envolve do começo ao fim, com toques de uma realidade ácida e crua alternadas com a magia de um realismo fantástico. Minha única ressalva é que a história ficou um pouquinho corrida ao final. No último capítulo, há grandes pulos de narrativa, o que por si não é um demérito, é só um artifício de narração. A questão é que os personagens e o mundo criado são bons demais para uma história tão curtinha, a vontade era de que Paulo tivesse escrito mais páginas contando os acontecimentos em detalhes. Ah, eu leria mais umas 100 páginas fácil... 

sábado, 26 de junho de 2021

Castle High, o Retorno da Espada - J. O. Aquino

Arthur Crytus é príncipe de Meridian, um reino que comanda outros reinos menores. Quando muito novo, seu pai desapareceu em circunstâncias misteriosas e sua mãe, Merida, assumiu o comando como Rainha Regente. Arthur ainda era uma criança teimosa e que não entendia muito bem suas responsabilidades como príncipe, quando numa noite de festa, seu reino foi atacado e totalmente devastado. Ainda sem saber se havia sobreviventes ao ataque (incluindo sua própria mãe), Arthur foge com a ajuda de um cavaleiro amigo da família na companhia de sua amiga para Andrômeda, um colégio magicamente protegido, onde aprenderia a ser um espadachim ou um arqueiro de elite. 

Já nos primeiros dias, Arthur faz diversas amizades nos dois grandes grupos de alunos do colégio e é escolhido como o representante dos espadachins para domar dragões  no torneio interno de habilidades de Andrômeda. Entre as provas das disciplinas do colégio, os treinos para o torneio, os dramas adolescentes e professores agindo de formas curiosas, aos poucos informações sobre quem atacou o seu reino e por qual motivo vêm à tona, conectando Arthur e os leitores numa trama profundamente cheia de mistérios.

Castle High já é uma fantasia de sucesso e o próprio processo de escrita de Jonas Aquino já a diferencia das demais. Com poucos recurso, o escritor escreveu a trama no lápis e papel, usando computadores emprestados para digitalizá-la, e, com a qualidade da trama, a fez best-seller na Amazon. Ainda vêm dois volume por aí para nos fazer mergulhar de vez no mundo de Arthur Crytus e nos explicar timtim por timtim todas as minúcias dessa história fantástica.

sábado, 15 de agosto de 2020

Aqueles que Abandonam Omelas - Ursula Le Guin

Aqueles que Abandonam Omelas - Ursula Le Guin
Hoje volto com outro conto.

Bem curto, mas que diz muito e de maneira incrível nos fala com muita verdade sobre como nossa sociedade está construída e como escolhemos e nos convencemos que algumas situações são imutáveis e são a melhor solução.

Aqueles que abandonam Omelas são esse tipo de pessoa. E durante a leitura ficamos maravilhados com a cidade ficcional de Omelas, um local perfeito, cheio onde todos são extremamente felizes, tudo acontece perfeitamente e nada está errado.

Mas com o avanço da história começamos a ter uma sensação de que algo está errado e se realmente ali é um lugar maravilhoso como é descrito e a que preço.

Além de todo o malabarismo argumentativo para manter a maravilha que é viver em Omelas.

domingo, 24 de maio de 2020

O Urso e o Rouxinol - Katherine Arden

O Urso e o Rouxinol (capa)Levei mais de um ano para voltar a ler e mesmo assim tive que ficar em casa forçadamente para isso acontecer. Ainda assim, demorei mais de mês para terminar esse livro que apesar de ter uma leitura bem agradável demorou para tirar a ferrugem que eu tinha dos livros.

O Urso e o Rouxinol apareceu numa oferta na Amazon, estava (até a data a publicação está) gratuito e resolvi baixar apenas pelo "porquê não". Veio junto com uma pilha de outros títulos que aparecem grátis na Amazon no início da pandemia do COVID-19. Bem, depois de alguns dias não aguentando mais assistir apenas séries e alguns filmes tornei ao Kindle e resolvi procurar algo para ler e escolhi este por ter essa temática de fantasia e mitologia que tanto me agrada, e com o bônus de estar ambientado num lugar tão distante de outras histórias que tenha lido de fantasia. Este é um livro baseado em contos russos.

Uma história bem agradável de se ler, com personagens que nos fisgam e uma jornada por uma cultura que por aqui não está no senso comum. Criaturas mágicas, ambientações e lugares que nos levam a imaginar quanta magia tem por aí e não descobrimos.

A história gira em torno de uma garota, Vasya. Felizmente ela não está dentro das expectativas de uma "garota comum", essa é uma infeliz semelhança com a nossa cultura. Mas Vasya é muito parecida com sua mãe, Marina. Vasya é a filha mais nova de Pyor, um Senhor de grandes terras no interior da Rússia, medieval (ou algo assim). Marina morreu no no parto de Vasya, e era considerada uma bruxa. Só aí já deixa claro para onde a história caminhará.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez

José Arcádio Buendia , acompanhado de Úrsula Iguarán e seu primeiro filho, José Arcádio, saem da sua vila, Riohacha, com baús e malas e mais alguns conterrâneos e fundam a vila de Macondo, no absoluto meio do nada. Pouco tempo depois, nasce o primeiro habitante oficial de Macondo, filho do casal: Aureliano.   Em alguns anos, a família se completava, com o nascimento de Amarante e a adoção de Rebeca, a menina que comia terra.

A vila de Macondo começou a se civilizar aos poucos e receber visitas de forasteiros, como os ciganos. Um deles, Melquíades, trazia toda sorte de novidades de ciência e tecnologia e uma pitada de misticismo em suas visitas, levando, manuscritos indecifráveis que diziam prever o futuro. Ele e José Arcádio Buendía construíram aos poucos uma relação de extrema admiração e amizade. Com o passar dos anos, a família Buendía vai se desenvolvendo e aumentando, vivendo situações a cada geração mais fantásticas, ao passo em que Macondo sai da alcunha de vila e passa a alcunha de cidade, com a presença de capital estrangeiro, ferrovias, guerras políticas, assassinatos, etc.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry

O-pequeno-príncipeEsse é um dos clássicos dos quais sempre soube da importância, conheço a história, mas ainda não havia lido. Não me orgulho disso, mas agora não preciso mais esconder, li.

Ao final me emocionou e me surpreendeu, mesmo sendo uma história que parece simples trás uma série de questões interessantes aos leitores mais atentos.

Vale como um belo passatempo infantil e também como um instigante questionamento para os maiores.

sábado, 15 de janeiro de 2011

A garota dos pés de vidro - Ali Shaw

"A garota dos pés de vidro", de Ali Shaw, entra em duas categorias que eu já mencionei antes: livros que começam com "a menina que...", "o homem que...", "a garota que..." e daí por diante, e livros que eu compro julgando pela capa - eu sempre compro algum livro que eu julgo pela capa e essa é lindíssima. A história desse livro, no entanto, é tão fantasiosa quanto a capa. O que não chega a ser uma coisa ruim, ele é muito interessante, mas extremamente diferente do que você tem lido por aí.

domingo, 26 de dezembro de 2010

A Maldição do Titã - Rick Riordan

Em primeiro lugar eu gostaria de manifestar minha indignação com a péssima versão do cinema que fizeram para o primeiro título dessa saga. Os diretores não mudaram apenas boas partes da história, como também características básicas dos personagens e transformaram essa saga tão gostosa e diferente em mais um High School Musical (só que sem música).

Ok, agora vamos a minha resenha de mais um título da saga Percy Jackson e os Olimpianos: A Maldição do Titã. Também vou parar com a minha implicância de que a história é muito semelhante ao Harry Potter, até porque dessa vez ele se assemelhou mais ao Senhor dos Anéis, quando reunem um grupo para realizar uma missão (tá, ok, parei). 

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A Metamorfose - Franz Kafka

A Metamorfose - KafkaResolvi começar a minha leitura da Coleção Abril Clássicos por um pequeno exemplar (pequeno porque tem apenas 78 páginas) que muitas vezes ouvi falar no colégio: A Metamorfose de Franz Kafka.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Tolkien, uma Biografia - Michael White

Tolkien, uma biografiaUm dos autores mais importantes para o gênero de Fantasia na história da literatura mundial. J. R. R. Tolkien viveu de maneira difícil na infância, guerreira na juventude e brilhante em sua fase adulta.

Tolkien criou a maior mitologia literária que já ouvi comentários. Ela tem desde toda uma terra, com reinos, climas, estações até toda a história de vários povos durante milhares de anos, da criação da Terra Média até depois da Segunda Guerra do Anel.

Sua biografia é uma leitura obrigatória para os fans de fantasia do mundo todo. Leitores de As Crônicas de Nárnia, Harry Potter, claro, O Senhor dos Anéis e muitos outros títulos. Sem contar os jogadores de RPG, onde a maioria das raças dos mundos de fantasia foram tirados de suas histórias.

sábado, 9 de janeiro de 2010

A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón


A história se passa numa Barcelona do início de 1900 até meados de 1960. Tudo começa quando o Senhor Sempere, dono de uma livraria leva seu filho daniel ao cemitério de livros esquecidos, um lugar mágico, onde existem milhares de livros de diversos autors e diz ao seu filho para escolher um para guardar, para que a historia jamais seja esquecida.Eis que Daniel escolhe o livro de um autor Julián Carax, a Sombra do Vento.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O Ladrão de Raios - Rick Riordan

No começo da adolescência, Perseu Jackson descobre que é meio deus grego, meio humano. A partir daí, tudo que acontecia de estranho na vida dele finalmente ganha explicações. Ele se vê se mudando para um acampamento onde todos são iguais a ele e a realidade é outra. Hábitos, vestimenta, referências não são mais os mesmos.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Sobre Histórias de Fadas - J. R. R. Tolkien

Este é um livro bem diferente dos que eu costumo ler. Principalmente pelo seu conteúdo.

Explico.

O livro é dividido em duas partes. A primeira é um ensaio de Tolkien entitulado Sobre Histórias de Fadas.

Nesse texto Tolkien fala sobre o que para ele são contos de fadas, quais as características que um texto desse deve ter e o que ele não deve ter.

Outra preocupação de Tolkien aqui é mostrar que Contos de Fadas não precisam e nem devem ser apenas histórias para serem contadas ao pé da cama para crianças. Histórias de Fadas devem, sim, serer escritas também para adultos.

Devo ser sincero e dizer que não consegui concluir a leitura da primeira parte do livro. Isso por que o Ensaio em vários momentos, se não o tempo todo, trás referências a obras e autores que não tenho nenhum conhecimento. Tirando Shakespeare, Carroll ou Grimm.

Existem termos sobre o "Belo Reino", pelo que eu pude entender é o Mundo das Fadas, e também  indicações de conceitos literários que para mim são desconhecidos totalmente, coisa que dificultou e muito a leitura do ensaio. Precisaria primeiramente me ater a conhecer todo essa teoria literária para depois poder ler o ensaio com o devido merecimento.

Mas é um texto que recomendo para quem quer descobrir as influências que Tolkien teve e suas aspirações para que um dia O Senhor dos Anéis surgisse.

A segunda parte do livro é um conto. O Folha por Niggle, que está no livro por ser um exemplo de um conto de fadas diferente do que estamos aconstumados e fomos apresentados na infância. Isso pelo menos é o que diz a maioria das críticas que li sobre o livro. Mas vamos à história.

O conto fala sobre Niggle, um pintor que vive a resmungar, mas que tem um bom coração. Niggle não é nenhum gênio da pintura e ninguém em seu vilarejo valoriza sua arte. E me passou a impressão de que até mesmo ele não valoriza muito...

Ele mora longe da vila a qual pertence e tem um vizinho, Parish, que em vários momentos aparece para "atrapalhar", mas de certa forma é ele que mantem Niggle em atividade, pois Niggle sempre se mostra com pouca vontade de fazer as coisas.

Acontece que Niggle começa a pintar um quadro de uma árvore e no meio do processo ele se vê obrigado a fazer uma viagem, o lugar não nos é dito, digamos que forçosamente. Niggle vai, e aí que me parece que a coisa toda vira o que para Tolkien é também um Conto de Fadas.

Niggle fica num lugar que mais parece uma clínica, onde sempre ouve duas vozes conversando sobre ele. Lá Niggle faz várias atividades até que seus "médicos" entram nun consenso de que ele pode partir novamente.

Niggle pega um trem de volta, o mesmo que pegou para ir. Só que não volta para casa. Ele é deixado num campo. Depois de algum tempo ele descobre que esse lugar é exatamente seu quadro, e está do mesmo jeito que ele o iumaginará, até mesmo os pontos que não havia pintado ainda.

Parish aparece para ajudar Niggle a terminar "a pintura", muito tempo se passa e quando terminam começam a caminar em direção para as montanhas. Lá encontram um guia e com ele Niggle vai em direção das montanhas.

Parish fica a espera de sua esposa, de alguma maneira ele a chama, assim como Niggle fizera com Parish. E a história termina.

Sei que tudo isso parece estranho, mas agrada muito na leitura. É uma história que me mostrou o valor que todos temos na vida de cada um que nos cerca e com certeza muitas vezes não percebemos isso. Eu mesmo me perdi muitas vezes no início, pois a história é "jogada" para nós meio que do nada e poucas coisas são esclarecidas. Como onde Niggle foi, a época e o local em que a história se passa... Mas imagino que se eu lesse todo o ensaio e o entendesse, vários fatores me seriam mais claros.

A leitura do ensaio é muito mais difícil e pelo preço acho que poucos comprariam apenas para ler um pequeno conto "perdido no tempo", mas se você conhecer alguém que tenha o livro, peça emprestado e leia. Não se arrependerá, tenho certeza.

Bom, ficarei por aqui. Espero que tenham gostado.

Abraços a todos

E boa leitura.

quinta-feira, 27 de março de 2008

A Luneta Âmbar - Philip Pullman

Mágico e emocionante.

A triologia chega ao fim, infelizmente. Fiquei surpreso com o final e com o rumo que o livro levou, e essa surpresa só fez com que ficasse mais admirado com a história e com Pullman.

Com certeza eu esperava um final mais trágico, como em O Senhor dos Anéis, mas o que vi foi algo mais brando e que me emocionou muito. Vale mesmo a pena ler a triologia!!!

Todas as dúvidas referentes à história são tiradas, sobram algumas coisas, mas isso deixa um gostinho de quero mais muito bom. Finalmente vemos o que Lyra e Will tinham que fazer e digo que não eram decisões fáceis.

Vi em alguns fórum pessoas comparando com Harry Potter, digo que para mim é melhor e só não faz sucesso por que o leitor tem que amadurecer muito mais rápido com os personagens, logo no fim do primeiro livro. E em Harry Potter temos pelo menos 3 livros para isso. Não que Harry Potter seja ruim, são para leitores diferentes.

Segue um pouco da história:

Will segue em busca de Lyra, que está com sua mãe, só que não apenas ele, mas o Magistérium (o Governo do mundo de Lyra) e seu pai, Lorde Asriel. Só que Will não está sozinho, segue junto de anjos(?)... Uma guerra é travada para ver quem fica com a garota e Will consegue junto com novos companheiros, pequenos seres os Galivespianos, encontrar Lyra e fugir. Juntos eles vão para o Mundo dos Mortos para mais aventuras. Para saber leia o livro...

Enquanto isso, a Dra Mary Malone segue em outro mundo onde conhece os Mulefas ambos têm grande importância na história.

E ao Will e Lyra chegam onde Lorde Asriel formou seu exército contra a Autoridade e passam por outras batalhas até chegarem ao mundo dos Mulefas. Nesse mundo que se dá o desfecho de tudo, não sem antes muita aventura e suspense.

O desfecho é algo que não me atrevo a comentar, estragaria todo o suspense que é criado durante os 3 livros, mas afirmo de antemão que será algo que você não espera. É surpreendente.

Não deixem de ler se gostam de um bom livro de fantasia e aventura. Indicado para qualquer um.

Boa leitura.

Leia sobre os outros títulos da série: A Bússula de Ouro e A Faca Sultil.