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sábado, 13 de dezembro de 2025

Porteira 9 - Rodrigo Pontes

Uma distopia onde o Brasil se tornou uma potência e o celeiro do mundo, mas nem todo brasileiro mora nessas terras e aproveita dessas maravilhas.

Um grande muro foi levantado não tão próximo do litoral e separa a elite agrária brasileira dos abandonados ex-brasileiros e exilados de outros países que tentam chegar pelo mar.

De um lado, um mundo tecno-agrário utópico em que todos têm de tudo, sem precisar nem ao menos trabalhar, governados por um conselho de famílias agrárias dividido em imensos latifúndios. Do outro, um mundo distópico - onde não há alimento real, todos comem uma ração doada pelo lado de lá - controlado por um pequeno governo que sobrevive da lembrança do início desses tempos terríveis.

Como toda ficção-científica, essa não nos deixa aquém dos acontecimentos atuais numa visão futurista da sociedade. Num caminhar em direção ao Solarpunk, nossa história mostra uma utopia alcançada, mas a que custo? E aí está o conflito que nos indica que na realidade só temos esse paraíso pagando um preço elevado demais.

Dieine, nossa protagonista, vive do lado do litoral da cerca em Porteira 9. Seu pai a ensinou o trabalho de pedreira. Ele era muito bom no que fazia e aprendeu a aceitar a vida, ela aprendeu direito o serviço, mas não entendia porque viver assim e constantemente pensava em formas de sair daquele lugar, para desespero do pai.

Manoela vive do lado do interior da cerca em Três Morrinhos. De uma família não muito rica, ela não tem grandes pretensões sociais, a ponto de só querer aprender a plantar, ler e escrever, três atividades que aparentemente são vistas como desnecessárias e menores nessa super-sociedade-rica-e-abastada que garante a todos o necessário e mais alguns benefícios a ponto de não precisarem de dinheiro ou trabalho remunerado.

Vladimir vive do lado do litoral em Porteira 9 e tem sua vida mudada quando descobre um túnel não finalizado, tenta furar a grande cerca de concreto e toma para si o trabalho de finalizá-lo chegando ao outro lado. Ele tem assim um ar de liberdade e um sentimento de futuro, mesmo que incerto, nesse grande latifúndio de mata e vida. Mas essa experiência se mostra mais perturbadora do que ele imaginava e a alegria pela conquista da liberdade se torna um choque de realidade ao perceber que não fez da sua vida o que achava ter sido o melhor.

Nossas três personagens caminham paralelamente numa jornada de descobrimento como serem humanos. Enquanto temos aquelas que estão numa luta contra aquilo se que veem obrigadas a seguir como o caminho natural temos aquelas que estão apenas em busca de uma salvação pessoal, se colocando longe de tudo e todos em busca de uma nova vida, em que o peso das responsabilidades seja substituído por tranquilidade e paz.

A ambientação desse país tecno-agrário é bem realista e a utilização de máquinas em todos os afazeres do dia-a-dia nos remete a uma espécie de combinação dos Jetsons com Chico Bento.

Com o foco numa sociedade rural, é um livro pra se maravilhar com as boas referências à ciência brasileira, com foco na Embrapa e em citações ao Globo Rural, esse ótimo programa jornalístico das manhãs de domingo que nos leva à áreas fronteiriças do Brasil para responder a perguntas muitas vezes simples sobre as dificuldades da agricultura familiar.

É muito difícil falar mais da história sem explanar spoileres que prejudicariam a descoberta de toda a história, mas digo que a leitura é muito agradável. Ficamos a cada capítulo interessados no que o futuro está a entregar para cada uma das personagens, como elas lidarão com as dificuldades que a vida e a natureza lhes imporão e onde isso tudo levará.

P.S.: Vale de extra que no Órbita, algo como um fórum do Manual do Usuário, temos uma conversa sobre o livro e o autor está lá participando.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Mary Poppins - P. L. Travers

Capa do livro Mary Poppins de P. L. Travers
E mais uma vez temos uma mulher mudando a forma de apresentar seu nome de autora para não parecer ser uma mulher escrevendo, deixando a entender que possa ser um homem e assim ter mais respeito. Triste fato.  

A questão é que P. L. Travers nos apresenta nesse livro a essa mágica babá que aparece nos momentos necessários e fica até que não seja mais preciso. Realmente o sonho de uma mãe atarefada e que não sabe mais o que fazer com seus filhotes.  

Para além disso, a gente percebe certo autoritarismo e mau humor rotineiros e característicos em Mary Poppins. Da mesma forma, ela demonstra certo carinho e grande cuidado com as crianças.  

O livro não nos conta uma grande história de uma enorme aventura. Ao invés disso somos levados a pequenos momentos cotidianos na vida dessas crianças cuidadas e orientadas por Mary Poppins.  

Passeios estranhos, pessoas esquisitas... Muita magia e o desconhecido sempre à frente.  

Somos sempre apresentados a situações inusitadas e fora do comum que ao final nos fazem pensar se temos a fantasia acontecendo realmente ou a imaginação das crianças sendo liberta e incentivada por Mary Poppins.  

Independente de tudo isso, as crianças são sempre levadas a aprender alguma lição no final e vamos entendendo que o trabalho de Mary Poppins é cuidar e preparar essas crianças para o futuro.

Muito bonito o capítulo com os gêmeos em que os vemos num momento de crescimento e um amadurecimento inicial que os afastarão da magia da primeira infância onde eles perdem totalmente o contato com o mágico ao não conseguirem mais conversar com a natureza.

Em vários momentos somos colocados a acreditar que todas as pequenas aventuras de Jane e Michael são reais ao vermos os adultos, incrédulos, presenciarem as situações sem saberem como reagir - menos Mary Poppins.

Ao final percebemos que Mary Poppins é uma _força da natureza_ que aparece nos momentos necessários e sabe quando seu tempo acabou. Ela deixa para trás a certeza de ter realizado um bom trabalho e o aviso.

Comportem-se, por favor, até eu voltar. 

Fique tranquila, Mary Poppins, vamos nos comportar e aguardar seu retorno. 

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Ferreiro do Bosque Maior - JRR Tolkien

Capa do livro Ferreiro do Bosque Maior - JRR Tolkien

Que delícia reler Tolkien. A última vez havia sido em Sobre Histórias de Fadas, aliás um livro a que preciso retornar. Minha lembrança dele é maravilhosa.

E por que ler Tolkien é tão gostoso? Porque nele vemos um cuidado incomum com os detalhes, a descrição dos locais e dos indivíduos. Todo esse cuidado só colabora para nossa imaginação fluir pra looonge, longe.

Mas retornando a este conto, primeiro quero comentar da primorosa edição, um livreto, agradável de segurar e com uma capa digna de outras edições do Tolkien, dá vontade de ler. Ainda bem com uma fita marcadora de página, gente... que cuidado houve nessa edição. Obrigado Harper Collins Brasil, quero ir em busca de outros livros editados por vocês.

Nesta história parece que mais uma vez temos alguém saindo para uma aventura e deixando alguns para trás sem saber o que fazer. Dessa vez é o Mestre-Cuca que se vai sem deixar oficialmente um substituto, apesar de ele ter um aprendiz-forasteiro, Alf, que fora trazido em uma de suas férias.

Mas como Alf não era do Grande Bosque, a população nem o considerou quando do abandono do Mestre-Cuca, e quem foi nomeado Novo Mestre-Cuca foi Carvalheiro, o melhor cozinheiro meia-boca.

É delicioso como Tolkien conta suas histórias como se o leitor já tivesse uma bagagem preestabelecida para acompanhá-la. Aqui o mundo mágico de Feéria já está posto e parece que já sabemos coisas desse universo, mesmo nunca tendo ouvido falar antes.

Mas a história não é sobre Alf, não completamente. A história é sobre como uma criança ganha o direito de viajar por Feéria, descobrir seus segredos e perigos.

Vale ressaltar que as histórias infantis de Tolkien costumam ter um ar de fábula, apresentando, de alguma forma, um ensinamento, mas sem um ar professoral, de algo superior. Não sei se isso realmente é real ou uma lembrança falsa minha de outras obras dele que li.

E melhor ainda, nesses contos de fadas de Tolkien as fadas e seus domínios são mágicos e encantados, mas não são encantadores no sentido infantil. Eles nos surpreendem e nos atraem, mas em algum momento nos assustam. Os serem poderosos e mágicos só se mostram lindos, poderosos e acertadores quando confrontados.

Depois de ler Sobre Histórias de Fadas entendemos de onde vem essa visão de fantasia de Tolkien.

sábado, 3 de dezembro de 2022

Amazônia 22 - Eduardo M. C.

No Brasil de um futuro distópico, os cidadãos brasileiros vivem em complexos gigantescos construídos suspensos sobre a Floresta Amazônica. Crescendo na floresta, fora descoberta por uma cientista anos antes a Vitória-régia Azul, uma mutação de difícil cultivo e reprodução em laboratório que tem propriedades extraordinárias de cura. A sociedade vive no que parece ser uma ordem e uma paz inabaláveis, onde cada casta desempenha seu papel sem questionar. Mas toda grande descoberta da humanidade, invariavelmente, vem rodeada de batalhas por dinheiro e poder, mesmo que por debaixo dos panos. 

Nesse contexto, vive a protagonista Ana. Sendo filha do comandante do complexo em que habita, Ana se beneficia de confortos e privilégios, burlando as as regras do complexo quando lhe convém, pois sabe que nada vai lhe acontecer. Apesar de viver a melhor das vidas, Ana se sente de certa forma deslocada. Detesta (quase todos) os seus colegas de colégio e não compreende muito bem o motivo. É quando chega em sua sala um novo aluno, Jonas, um ajustado, uma casta inferior treinada para servir. Jonas ganhara do governo a oportunidade de ascender socialmente, então precisa andar sempre nos trilhos e não chamar muito a atenção para si. Ana fica fascinada por Jonas, o que desperta ciúmes e ressentimentos dos seus colegas de casta Diogo e Felipe. E, por um acaso do destino ou não, os quatro se encontram numa missão especial do governo para descobrir onde está o documento deixado pela cientista sobre como reproduzir a Vitório-régia Azul em laboratório, garantindo soberania nacional.

Logo, Amazônica 22 torna-se uma verdadeira aventura com narrativa e contexto complexos, que envolve terroristas, contrabandistas, agentes dos governo infiltrados, cobra comendo cobra o tempo todo e, claro, personagens adolescentes passando por situações de reais perigos de morte (a marca registrada de Eduardo M. C.). Assim como Segredos do Ventos, é uma obra jovem que você não consegue largar até terminar. 

Recentemente, o autor lançou a continuação desta obra, chamada Semente Ancestral, já disponível para leitura. Com certeza está nas minhas próximas leituras de 2023.

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Segredos do Vento - Eduardo M. C.

Marina é uma jovem pré-adolescente como muitas outras: tímida, com suas inseguranças e muita curiosidade. Contudo, passa por uma situação diferente: a saúde do seu pai vem se debilitando ao longo do tempo, sem explicações das causas. Numa manobra para angariar fundos para seu tratamento, ela e seus pais vendem o apartamento na cidade e se mudam para a casa da fazenda do avô paterno em Santa Clara do Bosque, uma cidade fictícia no interior de São Paulo, próxima à Campinas.

Ao chegar no seu novo lar, Marina já de cara entende como são as coisas na pequena cidade: todo mundo conhece todo mundo e é parente em algum grau, segredos, fofocas e lendas rondam nas bocas e ouvidos dos cidadãos e, aparentemente, a sua família paterna e a fazendo onde foi morar têm grande influência na história e no presente de Santa Clara do Bosque.  

Ao realizar um trabalho de história do colégio com Roberta e Carol, as primeiras amizades que fez no colégio, Marina se depara com uma possível explicação para o estado de saúde debilitado de seu pai: uma maldição que ronda a família. Unindo sua ingenuidade e curiosidade à empolgação e preparo para aventuras de Roberta e o, às vezes cansativo, ceticismo de Carol, as três meninas passam por poucas e boas investigando a origem das lendas e fofocas de Santa Clara do Bosque.   
 
Segredos do Vento foi a primeira obra que li de Eduardo e que surpresa mais agradável que eu tive. É um livro tão fresco, jovial, leve e rápido de se ler. Me arrancou muitas risadas e garantiu diversão, distração e entretenimento pelo tempo que me acompanhou. O único defeito é que, pelo fato do livro ser fácil de ler, acaba rápido. Com certeza indico para o público jovem e para aqueles mais velhos que querem dar uma pausa no clima pesado do dia a dia.

domingo, 24 de maio de 2020

O Urso e o Rouxinol - Katherine Arden

O Urso e o Rouxinol (capa)Levei mais de um ano para voltar a ler e mesmo assim tive que ficar em casa forçadamente para isso acontecer. Ainda assim, demorei mais de mês para terminar esse livro que apesar de ter uma leitura bem agradável demorou para tirar a ferrugem que eu tinha dos livros.

O Urso e o Rouxinol apareceu numa oferta na Amazon, estava (até a data a publicação está) gratuito e resolvi baixar apenas pelo "porquê não". Veio junto com uma pilha de outros títulos que aparecem grátis na Amazon no início da pandemia do COVID-19. Bem, depois de alguns dias não aguentando mais assistir apenas séries e alguns filmes tornei ao Kindle e resolvi procurar algo para ler e escolhi este por ter essa temática de fantasia e mitologia que tanto me agrada, e com o bônus de estar ambientado num lugar tão distante de outras histórias que tenha lido de fantasia. Este é um livro baseado em contos russos.

Uma história bem agradável de se ler, com personagens que nos fisgam e uma jornada por uma cultura que por aqui não está no senso comum. Criaturas mágicas, ambientações e lugares que nos levam a imaginar quanta magia tem por aí e não descobrimos.

A história gira em torno de uma garota, Vasya. Felizmente ela não está dentro das expectativas de uma "garota comum", essa é uma infeliz semelhança com a nossa cultura. Mas Vasya é muito parecida com sua mãe, Marina. Vasya é a filha mais nova de Pyor, um Senhor de grandes terras no interior da Rússia, medieval (ou algo assim). Marina morreu no no parto de Vasya, e era considerada uma bruxa. Só aí já deixa claro para onde a história caminhará.

domingo, 2 de julho de 2017

O Grande Mentecapto - Fernando Sabino

José Geraldo Peres da Nóbrega e Silva era um menino como qualquer outro criado em Rio Acima, interior do estado de Minas Gerais. Fugia para tomar banho de rio com os amigos e aprontar todo tipo de travessura pela cidade. Parte de uma família extensa, com incontáveis irmãos, o seu mais promissor prognóstico era o de tocar o  pequeno comércio da família no futuro. 

Contudo, Geraldo era audacioso, e numa tediosa tarde resolveu assombrar todos os seus amigos com uma aposta: faria o trem parar na estação abandonada da cidade, onde havia anos que ele não parava.

Venceu a aposta, porém seu ato não passou sem maiores consequências. E certo de que a desastrosa consequência havia sido sua culpa, resolveu abandonar seu destino antes determinado e entrar para o seminário. Quando sua vida parecia ter finalmente entrado nos eixos, uma enorme confusão em Mariana, cidade onde ficava  o seminário, o fez largar a futura batina e seguir sem rumo pelo estado de Minas Gerais.

sexta-feira, 30 de março de 2012

E Tem Outra Coisa... - Eoin Colfer

"E Tem Outra Coisa..." é o sexto livro da trilogia de cinco do Guia do Mochileiro das Galáxias de Douglas Adams (sim) e foi escrito após sua morte. "Como?", você me pergunta. Não, não foi psicografia ou qualquer outro meio mediúnico, mas sim Eoin Colfer (autor da série Artemis Fowl), que se viu encarregado de realizar tal tarefa.

Obviamente todos os fãs alucinados de Douglas Adams torceram o nariz pra essa ideia, da mesma forma que os fãs alucinados de qualquer livro ou saga se comportam quando resolve surgir uma adaptação pro cinema, por exemplo. Simplesmente não há maneira de ficar totalmente fiel aos originais, pelo fato óbvio que de que não foi Douglas Adams que escreveu.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Praticamente Inofensiva - Douglas Adams

No último livro da saga escrito por Douglas Adams, os personagens começam suas histórias individualmente.
Arthur Dent, por exemplo, anda vagando pela galáxia tentando encontrar algum lugar em que se encaixe para estabelecer moradia. Visitou videntes, consultou uma empresa de realocação e acabou indo parar num planeta pacato por acidente.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes - Douglas Adams


Arthur Dent está de volta à Terra, desta vez no seu próprio tempo e não 2 milhões de anos antes dela ser destruída pelos vogons para a construção de uma via expressa hiperespacial, como da última vez.

Mas peraí, tem alguma coisa errada nessa frase? Tem sim! Como ele voltou pra Terra se ela havia sido destruída? Por que tudo estava absolutamente normal? Que história é essa de alucinação coletiva e lapsos de insanidade que a população diz ser armação da CIA? E o mais importante, onde estão os golfinhos? 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Vida, o Universo e Tudo Mais - Douglas Adams

No terceiro livro da trilogia de cinco, Arthur e Ford pegam carona num sofá e saem da Terra pré-histórica (onde passaram os últimos 5 anos), sendo materializados no meio de um campo de Cricket na Inglaterra da Terra atual, dois dias antes dela ser destruída pelos vogons para a construção de uma via expressa hiperespacial. Além do óbvio tumulto que a aparição de dois caras maltrapilhos num sofá no meio do campo de Cricket usualmente causaria, a partida ainda foi particularmente emocionante por contar com a participação de robôs malignos destruidores vindos do Planeta Krikkit (o nome do planeta é apenas uma dessas coincidências absurdas do universo).

O Restaurante no Fim do Universo - Douglas Adams


Após passar quase 4 meses envolvida numa trama tensa e extensa (O Historiador), resolvi reler a saga do Guia do Mochileiros das Galáxias de Douglas Adams, que sempre me proporciona muitas risadas e caretas de incredulidade.

Como já postei a resenha do primeiro livro da trilogia de cinco (como o próprio autor gosta de chamar), resolvi continuar as resenhas a partir do segundo livro da saga, O Restaurante no Fim do Universo.

No último livro, Zaphod descobre que tentou esconder de si mesmo um plano, cauterizando sinapses dos seus próprios cérebros (ele possui 2). No presente livro, Zaphod é constantemente lembrado que precisa completar a sua missão, mesmo sem saber qual ela é e mesmo sem de fato querer saber do que se trata essa tal missão, o ex-presidente da galáxia recebe ordens vagas de suas memórias e acaba evoluindo na sua busca.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Os três mosqueteiros - Alexandre Dumas

Acho que o maior cuidado que devemos ter na hora de ler um clássico é escolher uma boa edição. Nem todo mundo se preocupa com isso, mas é fundamental para que você entenda perfeitamente a obra e goste dela como deve gostar. Passeando pela livraria, encontrei essa versão "pocket" de "Os três mosqueteiros", de Alexandre Dumas, da Editora Zahar. Tudo me chamou a atenção: capa dura, imagem linda, livro de boa qualidade, marcador de pan, prêmio de tradução e preço baixo. Era a minha hora de ler Dumas.

domingo, 16 de outubro de 2011

O inimigo secreto - Agatha Christie

Continuando o meu segundo desafio, o de ler todas as obras da rainha do crime, Agatha Christie, segui para o segundo da lista: "O inimigo secreto", que eu já tinha em casa e, tenho quase certeza, já tinha lido, uns bons dez anos atrás. Como não consegui me decidir até o final se tinha lido ou não, fui até o fim. O resultado foi muito melhor do que o primeiro livro da autora ("O misterioso caso de Styles").

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O senhor das moscas - William Golding

Um avião cheio de crianças e adolescentes cai em uma ilha aparentemente deserta. Nem o piloto e nenhum adulto sobrevivem ao acidente e as crianças são deixadas à própria sorte na ilha. "O senhor das moscas", de William Golding, foi recusado por várias editoras, mas acabou publicado e ganhou o Nobel de Literatura em 1983. Com cara de livro infantil, "O senhor das moscas" tem nuances de nazismo, guerra, bullying, violência e morte.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Into the Wild (Na Natureza Selvagem) - Jon Krakauer

Estou lendo um livro agora que me lembra muito outro que li uns anos atrás: "Into the Wild", ou, na tradução, "Na Natureza Selvagem". Enquanto eu não termino o atual, aproveito para falar desse outro! Acho que nem preciso falar que escolhi este livro pela capa, mas não foi só isso. Antes de conhecer o livro, conheci a foto da capa, que é foto principal do filme que veio depois. Por isso, foi a foto do filme e a vontade de assisti-lo que me levou ao livro - já que eu precisava ler antes de assistir à versão para o cinema! Naquela época ele não era fácil de encontrar, por isso, aproveitei uma viagem e comprei o pocket book em inglês - justamente a versão com a capa linda do filme (essa ao lado)!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A Vida de Pi - Yann Martel

Acabei de ler "A Vida de Pi", do espanhol Yann Martel - resultado de mais uma das minhas incursões desesperadas pela livraria em busca de alguma coisa diferente. Já havia visto a capa desse livro em algumas críticas, mas não gosto de ler as críticas antes, por isso não sabia se eram boas ou ruins. Como vi que a bola da vez era o segundo livro de Yann lançado no Brasil, "Beatriz e Virgílio", decidi que eu estava atrasada, e era melhor ler logo o primeiro! Mais tarde eu descobri que as críticas envolviam até plágio, mas em geral eram tão boas quanto as minhas impressões.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O Restaurante no Fim do Universo – Douglas Adams

Olá, amigos leitores.

Terminei mais uma etapa da galáctica jornada de Arthur Dent junto de seu amigo Beltaguesiano Ford Perfect.

Nesse livro podemos continuar desfrutando do grande humor crítico que paira nos títulos do Douglas Adams e com as loucuras que só podem acontecer com essa dupla de mochileiros.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A menina que não sabia ler - John Harding

Na minha corrida para ler mais de 50 livros em 2011, comecei a caçar os lançamentos do ano passado, que eu já tinha visto que eram muitos. "A menina que não sabia ler" (Florence and Giles) não é o romance de estreia do autor, John Harding, mas eu não conhecia nenhuma obra dele ainda. Confesso: mais uma vez comprei pela capa e pelo número de "estrelinhas" que ele recebeu no Goodreads. Esse livro foi devorado em menos de um dia, já que eu não poderia ir dormir sem saber o final daquela trama sombria e estranha, e valeu cada página.

domingo, 26 de dezembro de 2010

A Maldição do Titã - Rick Riordan

Em primeiro lugar eu gostaria de manifestar minha indignação com a péssima versão do cinema que fizeram para o primeiro título dessa saga. Os diretores não mudaram apenas boas partes da história, como também características básicas dos personagens e transformaram essa saga tão gostosa e diferente em mais um High School Musical (só que sem música).

Ok, agora vamos a minha resenha de mais um título da saga Percy Jackson e os Olimpianos: A Maldição do Titã. Também vou parar com a minha implicância de que a história é muito semelhante ao Harry Potter, até porque dessa vez ele se assemelhou mais ao Senhor dos Anéis, quando reunem um grupo para realizar uma missão (tá, ok, parei).