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terça-feira, 9 de setembro de 2025

Sem Tempo a Perder - Ursula K. Le Guin

Conheci Le Guin num vídeo da Rita Von Ruth, se não me engano. Naquela vez ela recomendava a leitura de Aqueles que abandonam Omelas, fiquei maravilhado com o texto e marquei para ler mais de Le Guin, infelizmente nunca o fiz, até hoje.

Mas não a reencontrei em um de seus livros ficcionais, mas retorno no seu livro mais pessoal, um compilado de textos que escreveu em seu blog.

Começo pelo fim(?) e vou primeiro conhecer a autora de forma mais íntima para depois, com certeza, adentrar em todos os seus universos.

Que alegria, mas não surpreso, em perceber em seu primeiro texto como Le Guin é uma pessoa diferente, com um senso crítico apurado da sociedade e com a sensibilidade de perceber e escrever que estamos num momento que politicamente caminha para situações perversas (os textos variam entre 2010 e 2013), mal sabia ela que só pioraria, ou sabia?

Que delícia que é ler seus textos sobre a adoção de Pard seu último gato(?) e toda a descrição da relação dela e ele. A leveza e o carinho são palpáveis nas palavras.

Interessante ler suas questões, dúvidas e certezas(?), sobre a escrita, a forma de escrever e como ela percebe a ficção ou a não-ficção. Acompanhar esse raciocínio de uma escritora de alto Garbo é um deleite. Mais agradável ainda é fazê-lo num texto leve e descompromissado, sem a busca de torná-lo algo erudito ou superior.

Esta coletânea de textos se torna uma ode a vida vivida, ao enaltecimento do envelhecer. Mas de uma forma realistas, da análise de quem já viveu e passou por todas as situações possíveis que uma pessoa passe pela vida.

Dizer que minha velhice não existe é dizer para mim que eu não existo. Apague minha idade e você apaga minha vida - a mim.

Ursula K. Le Guin

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

O Dia Escuro - Coletânea


Logo de início a Fabiane, uma das organizadoras do livro e quem escreve a apresentação, cita:

Como que uma menina que gostava tanto [...] de inventar mundos bonitos e solares, ao mesmo tempo não resistia a histórias assustadoras, repletas de crimes, cemitérios e fantasmas?

O Dia Escuro, Coletânea de Contos

Achei curioso esse questionamento, porque há muito tempo acredito que não somos criaturas voltadas totalmente a uma forma de ser. Temos nossas dualidades, não tem como sermos apenas luz ou sombra.

O que as mulheres contemporâneas pensam quando pensam em terror?

O Dia Escuro, Coletânea de Contos

Essa premissa me interessou ainda mais e me fez imaginar: O que virá a seguir nessa coletânea de textos?

Depois de ler alguns contos rapidamente retomei minha memória a outro livro de contos, o Ficções Amazônicas, esse sobre contos amazônicos, com temática de fantasia, mas sem um ar de folclore ou mitológico.

Assim como nas Ficções - em que o objetivo é apresentar histórias que tenham um contato com o dito folclore, mas sem esquecer do dia a dia que pode ser como qualquer outro no Brasil, sem esse ar apenas místico. - este conjunto de textos quebra a expectativa de que terror tem que ser algo completamente assustador, com monstros, sangues e sustos. Não, o terror está também no delicado, no detalhe, e isso é extremamente enriquecedor.

Como no encontro inesperado de um dedo nas areias, "como ele apareceu por lá? De quem seria?".

Ou no estranho encontro de uma garota com sua amiguinha que ninguém mais se lembra de ter existido nos arredores, mas que jura conhecer sua irmã falecida há alguns anos. E aquela dúvida, será que realmente a garota via o demônio?

Ou ainda naquele jantar meramente formal, para puxar o saco do chefe, mas onde tudo que é oferecido você não gosta, ou não te agrada comer, mas como está lá por algo maior se vê na obrigação de fingir deliciar-se.

A leitura desses contos me traz a lembrança histórias de horror como Sinfonia da Necrópole ou Cidade, Campo (também escritas por uma mulher), filmes em que o horror não está na imagem que nos aterroriza, mas na suavidade em apresentar o místico (não é essa a palavra que procuro)` e no desconhecido que se apresenta no dia-a-dia, na rotina, como natural. Ou até mesmo O Pesadelo de Célia, história que o horror se encontra mais pela situação real e os personagens nela envolvidos do que pelo terror de uma criatura ou criação que estão ali para nos aterrorizar.

Será que é possível escrever um conto de terror quando a realidade parece um conto de terror?

Neon, Carola Saavedra (O Dia Escuro, Coletânea de Contos)

terça-feira, 2 de julho de 2024

Os cem melhores contos brasileiros do século - Ítalo Moriconi (organizador)

Eu sempre amei ler contos. Já com uns 11 anos de idade, meus pais começaram a me dar livros do maravilhoso Luís Fernando Veríssimo, os quais eu devorava. Não vou dizer que entendi todas as entrelinhas, mas o que eu aprendi com esses contos era que a leitura poderia ser muitas coisas, inclusive divertidíssima. 

Meu pai ganhou de presente "Os cem melhores contos brasileiros do século" no ano da sua publicação (2000!) e desde aquela época eu namoro esse tijolão que ficou bastante tempo na mesa de cabeceira dele, até ir para as estantes. Na época, achava que não ia compreender muito bem ou achar chatos os contos mais antigos. Estava certa, não iria entender muito coisa ali mesmo com 13 anos. Principalmente os contos mais controversos, como de Rubem Fonseca, nus e crus, que me fizeram embrulhar o estômago. E alguns contos são bem chatos mesmo.  

Enfim, essa coletânea foi organizada por Ítalo Moriconi. Logo no início ele explica que escolheu os que ele gostava mais mesmo, sem um fundo puramente técnico de qual autor representava melhor a tal qualidade daquele período literário. Logo, há muito espaço para divergir se realmente eram os melhores contos brasileiros do século, pois a escolha foi totalmente pessoal e enviesada. Na minha opinião, faltou comédia e sobrou violência.

Apesar disso, ainda assim Ítalo teve o cuidado de nos contar a evolução dos contos brasileiros ao longo das décadas, de trazer uma ou outra característica mais marcante. Confesso que achei bem interessante ler a respeito e ver na prática esse desenvolvimento da nossa literatura.

De toda forma, essa longa viagem foi uma excelente oportunidade de conhecer autores brasileiros que eu não tive muito contato durante a vida, como Carlos Heitor Cony, Érico Veríssimo, Dalton Trevisan, Moacyr Scliar, Victor Giudice, Caio Fernando Abreu (acreditem, nunca tinha lido e amei) e João Ubaldo Ribeiro. 

Apesar de uns tantos contos chatinhos, valeu muito a pena ler. Quem sabe na virada para o Século XXII alguém não faz uma nova coletânea e eu não esteja lá? Sonhar não custa nada.

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Conselho Feérico - Várias autoras

O Conselho Feérico é uma antologia que reúne contos, onde diversas autoras fizeram releituras de "contos de fada", alguns largamente conhecidos, outros bastante obscuros. Ao final, há uma breve explanação do conto original, seguida de uma descrição da adaptação. Como em qualquer antologia, algumas histórias apetecem mais do que outras. De qualquer forma, foi uma iniciativa bacana, onde foi possível conhecer o trabalho de autoras extremamente competentes. Havia muito potencial, mas infelizmente a antologia foi boicotada pela própria editora, que não distribuiu os exemplares físicos a quem o comprou.

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

A porta no muro - H. G. Wells

Wallace estava a caminho da escola num dia totalmente normal, quando se deparou com uma porta num muro, que nunca estivera ali. Entrou e, para sua surpresa, deparou-se com uma lindo jardim num mundo fantástico. Apesar de receber um convite para ali permanecer, por conta de seus compromissos, preferiu sair. Quando quis retornar ao lindo jardim, não mais encontrou a porta no muro. 

Wallace então cresce, sempre com o sentimento de que deveria ter ficado do outro lado da porta. Em diversos momentos de sua vida adulta, a porta reaparece para ele, que se depara com a possibilidade de largar toda a sua vida e viver no mundo mágico. Mas, por razões que ao homem sempre parecem muito legítimas (mas não para quem vê de fora), ele decide não passar pela porta e continuar a viver a sua vida mundana. Em seu leito de morte, se arrepende.

Esse foi o primeiro conto do H. G. Wells que eu li, refleti e gostei. Apesar do estilo de narrativa do autor não ser o meu preferido, as reflexões trazidas nesse conto vieram ao encontro de muita coisa do que eu penso e que já escrevi eu mesma. Em diversas situações na nossa vida, temos oportunidades factíveis de largar a realidade a qual não gostamos muito e viver algo totalmente novo. Mas o novo por vezes é assustador, então preferimos ficar na cômoda situação mais ou menos que estamos hoje e utilizamos a oportunidade passada, irreversível, do futuro do pretérito, como uma âncora para nossa infelicidade. "Ah, se naquela quarta-feira eu tivesse passado por aquela porta, hoje tudo seria diferente e eu seria feliz". 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Antes que eu pisque - Beatriz Faria

"Antes que eu pisque" é uma noveleta que transcorre suave na leitura. Beatriz Faria nos conta um pequeno trecho da história de Ana e Fred, que se encontram ao completo acaso no aeroporto de Brasília no meio de um blecaute histórico. Acontece que Ana e Fred não eram completos estranhos, eles já tinham se beijado aleatoriamente num Reveillon desses da vida, então você imagine que delícia vivenciar esse constrangimento de perto? Foi ótimo. No meio do constrangimento, do não saber onde colocar as mãos ou os olhos, há ainda toda a descoberta de quem é aquela outra pessoa, momentos de pura e fria franqueza e a contextualização de quem é Ana, o que ela passou, comeu e como chegou até ali.

Como pano de fundo dessa pequena história de romance, a autora nos presenteia com diversas curiosidades incríveis sobre Brasília, fazendo o tempo todo referências aos artistas da capital. Quem não conhece a cidade, passa a conhecer um pouquinho mais e, eu pelo menos, ja quero agendar minha viagem para lá.

Lindo e fofinho. Recomendo.

sexta-feira, 5 de março de 2021

Última noite em Chernobyl - Vários autores

"Última Noite em Chernobyl" é uma coletânea de contos organizada pela Editora Skull em homenagem aos 34 anos da catástrofe nuclear que traumatizou todo um mundo. Nesta grata surpresa, temos oito contos de nove autores nacionais, cada um nos presenteando com seu estilo narrativo e sua extrapolação do que ocorreu em Abril de 1986 em Pripyat.

Em "Sinta a radiação" de Gabriel Cordeiro, vivenciamos em primeira pessoa e sentimos a dor no presente de um bombeiro convocado para apagar o incêndio na usina. Agoniante. 

"A Arca", de Jonas Vendrame e Thaís F. Barbosa, nos conta a tenebrosa história de um policial que capotou a viatura no dia do acidente e acordou no hospital algum tempo depois em uma realidade totalmente diferente. Um thriller, com muito, muito suspense.

Em "Palavras de salvação", de Diego Canuto, acompanhamos de perto e com mais de dois pés atrás a história de um homem bêbado que reencontra seu irmão morto. "Somosely" de Fernando Luiz, é a história bastante sombria de como uma família conseguiu produzir e explorar o leite milagroso de sua vaca, transformando-a num ponto turístico. 

Rebekah H. Lindsey, em "Últimas Memórias", a história de uma criança que acompanha sem entender o que estava acontecendo, sendo aos poucos separada de seus amigos e familiares. Se seu coração chegou inteiro até aqui, prepare-se para tê-lo partido em mil pedaços. Em "Mutação em Chernobyl", de Rozz Messias, acompanhamos coisas estranhas e inexplicáveis acontecendo num acampamento para os sobreviventes do acidente. 

"Pavel" de David Machado, é uma criança que vê ao seu lado coisas de adulto acontecendo que não entende muito bem e, após a explosão em Chernobyl, tem um destino heroico um tanto quanto controverso. Por último, "Flores para Chernobyl" de Sávio Batista é uma trama de amor, ódio, traição, vingança e espionagem, que culmina no acidente de Chernobyl. Fantástico.

Ao todo, um livro de leitura extremamente diversa, que nos desperta as mais variadas sensações e emoções. Vale super a pena. 

Epifanias - Vários autores

O "Epifanias" foi uma antologia lançada pela Editora Andross em 2019, juntamente com mais outros seis títulos. Destes sete, eu li ao todo, quatro. Escrever sobre esse livro me gera sentimentos confusos, pois eu sou ao mesmo tempo leitora e autora da coletânea. 

O livro tem, sim, bons contos e bons autores. Inclusive, estar nessa publicação me permitiu conhecer e estreitar relações com autores fantásticos, que realmente tem talento com as palavras, como: Carina Martins, Renato Coimbra, Trycia Mello e Murillo Lino.

Contudo, dentre os 60 contos publicados, diversos pareciam bastante amadores. Bastante mesmo. Havia neste meio contos com estrutura de posts em blogs, um mero resumo de outro livro, relato de fatos históricos, que não apresentavam uma interpretação original sobre os assuntos. Outros contos simplesmente não tinham a menor graça ou qualquer outro tipo de interesse, eram só histórias contadas sem  desenvolvimento de emoções, sem apelo e sem talento. Fomos premiados também com pitadas de transfobia e um texto que falava sobre depressão sem a menor empatia com a pessoa depressiva (esse me deixou particularmente triste, pois passei por depressão). Inclusive um dos contos narrava a experiência do autor no evento de lançamento da coletânea do ano anterior, onde ele descaradamente puxava o saco do dono da editora, numa rasgação de seda sem precedentes. Em outra antologia, havia um texto com romantização de zoofilia. Os contos medianos possuíam boa premissa, mas foram desenvolvidos com pressa, sem a cadência necessária, interrompidos abruptamente.

Uma explicação para esse fato é que a Andross trabalha com um esquema de publicação cooperativa: os autores escolhidos devem pagar uma cota referente ao intervalo de caracteres que possuem os contos para terem seus trabalhos publicados. Essa dinâmica acaba comprometendo o trabalho dos dois lados: de um lado o autor quer desenvolver sua história da forma mais curta possível, para pagar menos (muitas vezes não consegue com o espaço disponível no seu bolso), do outro lado, o editor quer cooptar o maior número de autores para a publicação, para maximizar seus lucros. 

A verdade é que eu não gostei do trabalho apresentado, nem na minha coletânea, nem nas demais que li. O livro Madrepérola, coletânea de poesias, me pareceu ter sido a única exceção, onde o critério para escolha das poesias foi de fato a qualidade dos textos. A dica é que se você for publicar, dê uma olhada nos trabalhos prévios da editora escolhida. Pode ser que você mude de ideia.

Palas - Gil Luiz Mendes

Palas, em recifense, significa xavecos ou flertes. Como não poderia deixar de ser, essa deliciosa coletânea circula por cenários da capital pernambucana, observando bem de pertinho 28 palas acontecendo em tempo real. 

O livro é composto por contos curtos, sendo alguns com pouco mais de 2 páginas, mas nunca ultrapassando 5 delas. Do jeitinho que eu gosto, somente longo o suficiente para te fazer entender o contexto dos personagens, mas tão curtos que deixam saudades no final. Os cenários, os personagens e as situações são descritos com tanto carinho e esmero que minha vontade era de virar fanfic-eira e transformar cada um dos contos em um livro próprio.

Palas foi o primeiro livro lançado pelo escritor, jornalista e podcaster Gil Luiz Mendes em 2016, relançado em 2020 em edição ampliada. E olhem esta capa maravilhosa, que retrata lindamente a diversidade de pessoas que habitam Recife e os contos aqui narrados, em suas diferentes cores e estilos. Para tornar a obra mais especial, essa edição conta com um prefácio escrito por ninguém mais, ninguém menos do que Xico Sá.

Um livro relativamente curto, de leitura rápida, que garanto que vale muitíssimo a pena. São várias pequenas viagens que nos arrancam diversos sorrisos, às vezes pela tremenda cara de pau dos personagens, às vezes pela delicadeza das palavras. 

Olhos de Cão Azul - Gabriel García Marquez

Ler Gabriel García Márquez é sempre uma viagem indescritível, esse livro não foi diferente. Nesta coletânea, estão reunidos diversos contos do autor cuja temática ronda sempre a morte, desde casos onde ela acabou de acontecer, até casos onde acontece há séculos atrás, às vezes retratada com delicadeza, às vezes como uma pedrada.

Foi um livro difícil de terminar, mas não por ser um tema árduo de digerir ou entender, mas porque a todo instante minha cabeça se transportava para outros lugares e devaneava sem fim. Surgiram tantas idéias de personagens, de tramas, de cenários. É um verdadeiro despertar da criatividade.

Gabo faz nosso cérebro fervilhar.

sábado, 15 de agosto de 2020

Aqueles que Abandonam Omelas - Ursula Le Guin

Aqueles que Abandonam Omelas - Ursula Le Guin
Hoje volto com outro conto.

Bem curto, mas que diz muito e de maneira incrível nos fala com muita verdade sobre como nossa sociedade está construída e como escolhemos e nos convencemos que algumas situações são imutáveis e são a melhor solução.

Aqueles que abandonam Omelas são esse tipo de pessoa. E durante a leitura ficamos maravilhados com a cidade ficcional de Omelas, um local perfeito, cheio onde todos são extremamente felizes, tudo acontece perfeitamente e nada está errado.

Mas com o avanço da história começamos a ter uma sensação de que algo está errado e se realmente ali é um lugar maravilhoso como é descrito e a que preço.

Além de todo o malabarismo argumentativo para manter a maravilha que é viver em Omelas.

sábado, 30 de maio de 2020

O Vilarejo - Raphael Montes

O-Vilarejo-Raphael-Montes
Menos de uma semana do último livroe retornei. Que milagre é esse não é mesmo? Mas vamos com calma, quando terminei meu último título fui escolher algo novo no Kindle e escolhi pela capa e acabei caindo num pequeno conjunto de curtos contos que facilitaram meu retorno.

O que falar sem contar muito? O Vilarejo é um livro que tem uma história maior por trás. Segundo o autor, não são histórias dele, que venham de sua imaginação. São histórias que ele encontrou por acaso, num idioma estranho (cimério), para traduzi-los teve que ir atrás de alguém que conhecesse essa suposta língua morta e pudesse o ajudar. Junto ainda vieram ilustrações deveras bizarras que segundo o próprio autor "retratavam episódios de horror e violência extrema".

terça-feira, 30 de julho de 2019

A Cor Humana - Isabor Quintiere

A Cor Humana é o primeiro livro de Isabor, uma deliciosa coletânea de 10 contos, que devorei rapidamente numa viagem de São Paulo a Curitiba que fiz de ônibus. 

No estilo realismo fantástico, a autora nos transporta para mundos iguaizinhos ao que conhecemos, mas com interpretações, personificações e personagens nunca dantes vistos. Isabor narra as histórias de uma maneira linda, delicada e que nos inspira a cada frase. Você acha que está lendo prosa, quando vê, leu uma poesia bela e profunda.

A estreia de um livro só de Isabor deixa claro que a autora tem muito mais a nos dar. A continuidade de trabalhos maravilhosos como este depende do apoio da sociedade que os cercam. Apoie artistas independentes. Cada obra adquirida e cada elogio são fundamentais. Para quem quiser adquirir a obra, pode entrar em contato direto com a autora pelo Instagram @iquintiere. Recomendo muitíssimo.




terça-feira, 4 de setembro de 2018

Deixa Eu Te Contar - Raquel Mariano Linhares


Para cego ver: Um parque num dia claro, céu azul, gramas verdes. um banco de madeira e pés de ferro no primeiro plano a esquerda e árvores ao fundo.Primeira obra da Raquel Linhares, que vocês já conhecem aqui no blog pelas ótimas resenhas de livros e já sabem a qualidade do que escreve. 

Deixa eu te contar me transporta para meados de 2010 onde ainda lia o querido blog dessa amiga e imaginava as situações excepcionais que ocorriam com ela. Foi uma ótima forma de recordar daquela época e só por isso já agradeço.