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sexta-feira, 5 de março de 2021

O Caso Morel - Rubem Fonseca

Paulo Morel é um fotógrafo renomado. Passava grande número das suas noites em festas da alta sociedade carioca, bebendo, se drogando e transando com toda sorte de mulheres. Paulo Morel tinha muitas namoradas ao mesmo tempo e fundou uma sociedade poliamorosa quando esse termo sequer existia.

Frequentavam a casa de Paulo Morel quatro mulheres, cada uma com sua personalidade, jeito de amar, de transar e de viver: (i) Elisa, socialite, mulher mais velha e refinada , (ii) Ismênia, artista, pintora naïve, caso antigo de flerte de Paulo, (iii) Carmem, garota de programa, moça simples do interior que se viu sem alternativas à prostituição e leva o filho para a casa poliamorosa e (iv) Joana, jovem, desenvolta, filha de um embaixador, da alta sociedade carioca. Naquela casa, todos sabiam e ouviam as aventuras de Morel e Joana no BDSM, que às vezes parecia passar dos limites. Os gritos, gemidos e hematomas eram frequentes.

Uma manhã, Joana aparece morta na praia. Espancada até a morte. Foi Morel?

Paulo de Morais está preso. Injustamente, segundo o próprio. Com a ajuda de Vilela, um escritor e ex-policial, Paulo narra e escreve um livro sobre sua história, visando esclarecer os fatos. Mas os fatos parecem confusos, contraditórios e incompletos. Vilela está de saco cheio do Morel. Seu tino policial grita para que ele investigue por si próprio o que aconteceu. Seria ele realmente inocente? De testemunha, só havia mesmo a memória entorpecida de Morel.

O Caso Morel foi o o primeiro romance que Rubem Fonseca escreveu e primeiro o seu primeiro livro que li. Meu pai é muito fã do Rubem Fonseca e me senti impelida a ler, tentar compreender o fascínio e  e compartilhar desse sentimento. Mas, no geral, achei uma leitura difícil, muito difícil. O narrador da história se alterna o tempo todo entre o narrador externo e o próprio Paulo, que narra sua história para Vilela. A história tem muitas cenas de violência, humilhação e sexo. Os personagens são confusos, como os seres humanos também podem ser em momentos de desorientação. Compreendo o valor da obra e do estilo literário, cru, jogando verdades e hipocrisias na nossa cara, mas não é o tipo de leitura que eu costumo buscar.  

Vou dar outra chance ao Rubem em algum outro título. Talvez eu tenha dado azar, ou talvez eu descubra que não goste do seu estilo mesmo.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Garota exemplar - Gillian Flynn

Os indícios de um crime, um casamento conturbado, pessoas complicadas, verdades diferentes sobre os mesmos assuntos e uma narrativa não-linear envolvente são os ingredientes para esse romance exemplar de Gillian Flynn, com o perdão do trocadilho. É quase impossível demorar mais que uma semana com esse livro na cabeceira, de tão perturbador e intrigante que é a trama inventada pela escritora. Assim como é impossível não imaginar essa história das telas do cinema. Quanto menos você souber sobre ele, melhor, mas, mesmo assim, duvido que alguém consiga estragar a graça dos momentos finais.

domingo, 16 de outubro de 2011

O inimigo secreto - Agatha Christie

Continuando o meu segundo desafio, o de ler todas as obras da rainha do crime, Agatha Christie, segui para o segundo da lista: "O inimigo secreto", que eu já tinha em casa e, tenho quase certeza, já tinha lido, uns bons dez anos atrás. Como não consegui me decidir até o final se tinha lido ou não, fui até o fim. O resultado foi muito melhor do que o primeiro livro da autora ("O misterioso caso de Styles").

sábado, 10 de julho de 2010

E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto – Rubem Fonseca

 

Mais um excelente livro que tive a oportunidade de ler deste autor. É incrível como é sempre agradável ler Rubem Fonseca.

Neste romance um dos protagonistas é aproveitado de um livro anterior (Bufo e Spallanzani), e para variar um pouco ele novamente está envolvido em uma série de crimes.

Diante de uma personalidade formada no livro anterior, o agora renomado escritor Gustavo Flávio e grande admirador e amante das mulheres, em sentido literal e no plural mesmo, se vê sendo avisado por cartas anônimas de que importantes mulheres de sua vida seriam assassinadas.